As termelétricas continuam operando a carga plena e ontem geraram 23% da energia do sistema elétrico brasileiro, enquanto as hidrelétricas foram responsáveis por 73,8% do total de 51.700 MW médios gerados, segundo boletim da operação do ONS (Operador Nacional do Sistema). O restante é fornecido por usinas nucleares e eólicas.
No documento, a instituição prevê chuvas para o Norte e o Nordeste nesta semana, o que pode melhorar o nível de águas das hidrelétricas nessas regiões, mas para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul, a previsão é de chuvas abaixo das registradas na semana passada.
O aumento de chuvas na região Nordeste, a mais crítica do país, fez o ONS reduzir o custo da operação do sistema de R$ 477,81 o MWh (megawatt-hora) na semana passada para R$ 304,56 MWh nesta semana até sexta-feira, dia 1º de fevereiro.
Os reservatórios das hidrelétricas seguem em níveis abaixo da série histórica, mas registram melhora principalmente em relação ao início do ano.
No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o nível de armazenagem dos reservatórios ontem era de 35,38%, contra 28,9% em 1º de janeiro. No Sul, o nível era de 46,85%, ante 37,7% no início do ano, enquanto o Norte registrava 47,71% -acima dos 41,1% do início deste mês.
O subsistema Nordeste é o único a permanecer praticamente estável ao longo do mês, com nível de 31,33% ontem e 32% em 1º de janeiro.
Indústria
A redução da ati
vidade econômica em dezembro levou a uma queda de 3,2% no consumo de energia pela indústria, fazendo com que o gasto de 2012 ficasse estável ante 2011, informou hoje a EPE (Empresa de Pesquisa Energética).
O consumo foi de 183.488 GWh no ano passado, contra 183.576 GWh no ano anterior.
Puxado pelo consumo comercial e residencial, o país gastou 448.293 GWh em 2012, 3,5% a mais do que no anterior. Em 2011 o aumento havia sido de 4,2% e, em 2010, de 8,2%.
O segmento comercial teve alta de 9,2% em dezembro e fechou 2012 com um consumo de energia 7,9% superior a 2011.
As residências consumiram 6,9% a mais em dezembro e 5% em todo o ano.
Segundo a EPE, o descolamento do crescimento do consumo de energia do PIB (Produto Interno Bruto) “é próprio de períodos em que a economia cresce menos”.







