A falta de médicos no interior do Estado é um assunto que volta e meia embala as discussões econômicas sociais, dentro e fora das casas parlamentares. Uma audiência pública deverá ser realizada no âmbito do Poder Legislativo para que o tema seja esmiuçado. Entidades de classe, secretarias de Saúde, políticos e gestores municipais deverão traçar, de uma vez por todas, um plano que ofereça aos nossos ribeirinhos uma maior dignidade quando o assunto for Saúde. O Amazonas, devido ao seu tamanho continental, possui peculiaridades únicas. As distâncias, empecilhos naturais, precisam ser vencidas em nome da busca por soluções para um problema que há muito tempo atormenta governantes e principalmente a própria população atingida. As justificativas dadas por esses importantes profissionais vão da questão salarial à necessidade de reciclagem, passando pelo isolamento territorial, físico como também social. Existem histórias de que muitos médicos que foram para o interior se tornaram alcoólatras ou estacionaram nos conhecimentos técnicos. Talvez, um exagero, ainda mais, atualmente com as opções de internet e tv via satélite. No entanto, esses relatos mostram uma parte da realidade enfrentada pela categoria. Propostas de 13 mil reais para iniciantes e 17 para cirurgiões são corriqueiramente feitas por prefeitos dos municípios, porém, nem mesmo assim os gestores conseguem manter o médico na cidade. Diante dessas dificuldades, a idéia de revalidar diplomas de médicos estrangeiros surge como alternativa para suprir essa lacuna. É mais um ingrediente a ser debatido, mas que venha com urgência as medidas práticas para o bem do homem ribeirinho.
A falta de médicos torna mais dura a realidade do homem ribeirinho
Em: 20 de fevereiro de 2013
A falta de médicos no interior do Estado é um assunto que volta e meia embala as discussões econômicas sociais, dentro e fora das casas parlamentares
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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