Portuários suspendem greve até 15 de março

Em: 25 de fevereiro de 2013
A mobilização, com cerca de 30 mil trabalhadores, paralisou Portos nacionais e chegou ao Amazonas (Itacoatira, Manaus e Parintins)
A mobilização, com cerca de 30 mil trabalhadores, paralisou Portos nacionais e chegou ao Amazonas (Itacoatira, Manaus e Parintins)

Os trabalhadores portuários concordaram em suspender as greves até 15 de março para negociar com o governo as mudanças na MP dos Portos (medida provisória nº 595), que precariza as condições de trabalho. O acordo com o governo foi feito durante reunião realizada nesta sexta-feira (22), em Brasília, entre representantes dos sindicatos, federações, centrais sindicais e o ministro-chefe da Secretaria dos Portos, Leônidas Cristino.
O deputado federal e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, Paulinho, afirmou que o acordo foi um gesto dos trabalhadores visando a negociação e mudanças na MP dos Portos.“A abertura de diálogo representa que podemos debater mudanças na MP dos Portos. Não vamos permitir a precarização do trabalho nos portos”, disse.
“A greve foi uma vitória dos trabalhadores”, afirmou Wilton Ferreira Barreto, presidente da Federação Nacional dos Estivadores. “A medida provisória retira direitos e diminui salários e isto não podemos aceitar”, declarou Rodnei Oliveira da Silva, presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão.
Greve
Sindicatos organizaram manifestações em vários Estados, especialmente no Porto de Santos, no litoral paulista. A mobilização, com cerca de 30 mil trabalhadores, paralisou Portos nos seguintes Estados: Amapá; Amazonas (Itacoatira, Manaus e Parintins); Pernambuco; Bahia (Salvador, Ilheus e Aratu); São Paulo (Santos e São Sebastião); Espírito Santo (Vitória, Capuava e Vila Velha); Rio de Janeiro (Angra dos Reis); Santa Catarina (Paranaguá, Itajaí) e Rio Grande do Sul (Rio Grande).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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