Formalização de empresas cresce 14%

Em: 19 de março de 2013
O número de empresas constituídas no início do ano no Amazonas cresceu 14,16% em comparação a igual período do ano passado
O número de empresas constituídas no início do ano no Amazonas cresceu 14,16% em comparação a igual período do ano passado

O número de empresas constituídas no início do ano no Amazonas cresceu 14,16% em comparação a igual período do ano passado. Somente em janeiro deste ano foram constituídas 647 novas empresas no Estado do Amazonas, são 91 empresas a mais do que no mesmo período de 2012 (556 empresas) e 121 a mais do que o equivalente em 2011 (526 empresas). Além deste aumento no número de empresas criadas no inicio de 2013, o Estado também tem reduzido o número de empresas que se extinguiram. No início de 2012, 141 empresas deixaram de existir no Estado. Em 2013 foram apenas 94. São 47 empresas a menos, o que resulta em uma diminuição de 33% no número de empresas extintas. Os dados são da Jucea (Junca Comercial do Estado do Amazonas).
Entre as empresas formalizadas a maioria continua sendo na presença do empresário individual, foram 432 em janeiro 2013, contra 367 de 2012, o que equivale a 67% do total, contra 183 de sociedade limitada (28%), 30 de Eireli (Empresa individual de sociedade limitada) (5%) e duas cooperativas (menos de 0,5%). Não foram registradas nenhuma empresa na categoria de Sociedade Anônima no ano de 2013. A categoria de empresário individual também é responsável por 84% das empresas extintas, somando 79 no total, contra 16% da sociedade limitada, com 15. As outras modalidades não apresentaram empresas extintas neste início de ano. Segundo Luiza Eneida, presidente da Jucea, pelo menos 80% destas empresas tem sede em Manaus. “A procura para o interior ainda é muito curta. A maioria da população está concentrada aqui, então a maioria dos empresários acaba permanecendo por aqui”, comenta.
Um dado bastante chamativo é o crescimento no número de Eireli, a categoria foi criada apenas no final de 2011 através da lei 12.441 e teve apenas quatro registros em janeiro de 2012, contra 30 em janeiro de 2013. Durante todo o ano passado foram registradas 238 empresas Eireli, a expectativa é de que esse número aumente em quase 100% até o fim de 2013. Caio Augustus Fernandes, assessor técnico da Jucea explica que a nova lei passou a considerar pessoa jurídica de direito privado as empresas individuais de responsabilidade limitada, constituídas por uma única pessoa (física ou jurídica) titular da totalidade do capital social integralizado. “A Eireli pode ser comparada ao atual empresário individual, a diferença é que na Eireli a responsabilidade é limitada. É como se fosse um empresário individual, mas com os limites do capital da sociedade limitada”, explica.
O primeiro mês de 2013 apresentou o maior número de formalização de empresas dos últimos 17 meses. Se contabilizarmos todos os meses de 2011 e 2012, apenas agosto do ano retrasado apresentará uma estatística melhor, com 722 empresas criadas. O ano de 2012 começou pegando o embalo de 2011 e apresentou uma média superior nos dois primeiros bimestres, mas decaiu e acabou encerrando o ano com 6554 empresas formalizadas contra 6610 de 2011, a expectativa é que 2013 supere esses números. Para Caio Augustus Fernandes o crescimento no número de empresas acompanha a economia do Estado. “Não posso fazer análises e pretensões por que não é esse o trabalho da Jucea, mas quando a economia aquece aumentam muito essas estatísticas. Mas ainda não podemos afirmar com certeza se esse crescimento será tendência” comenta. Em 2012 também foram criadas 1261 filiais no Estado, número superior ao de 2011, aonde houveram 1191 aberturas. Em contrapartida o número de filiais extintas também cresceu. 273 no ano passado contra 247 no ano retrasado.

Amazonas é líder

Apenas 33,18% dos Empresários e Microempresários Individuais do Estado se mantêm adimplentes com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio a Pequenas e Micro Empresas). Com 66,85% de inadimplência o Amazonas ocupa a primeira posição nacional no ranking de inadimplência do empreendedorismo individual. O número é 5,55% maior que o segundo colocado, Amapá, com 61,30%. A região Norte também ocupa o terceiro lugar com o Acre que possui 59,43% de inadimplência. Santa Catarina com 36,02% é o Estado com o menor número de inadimplência, seguido pelo Paraná com 37,03% e Ceará com 39,17%. A média nacional de inadimplência é de 47,41%.
No primeiro bimestre de 2013 1.015 novos empreendedores individuais se registraram no SEBRAE. O número é considerado baixo e está inferior a média dos demais anos. Em 2012 foram realizados 9.924 registros, o que dá uma média de 1654 registros por bimestre. No ranking por Estados o Amazonas ocupa a 21º posição neste início de ano, em primeiro lugar está o Estado de São Paulo com 34.042 novos EI e em último o Amapá com apenas 95 novos registros. No total, o Brasil registrou 130.439 novos registros.
A principal atividade desenvolvida no Estado do Amazonas por empresários que procuram o sistema de empreendedorismo individual do SEBRAE é a de comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios, com 3983 empresas. Em segundo lugar vem o comércio varejista de mercadorias em geral como minimercados, mercearias e armazéns, com 2312. Em terceiro lugar, do segmento de serviços, estão as empresas de cabeleireiros, com 1365 empresas. Fechando as dez primeiras posições estão as lanchonetes e similares (1.175 empresas), comércio de cosméticos e perfumaria (877), artigos de armarinho (700), restaurantes e similares (660), reparação e manutenção de computadores (560), comércio varejista de bebidas (550) e fornecimento de alimentos preparados para consumo domiciliar (517).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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