O prefeito Arthur Neto está retornando de uma semana de cama, em função de uma forte virose. No sábado à noite, mesmo sem estar em plenas condições, foi à rua das Flores, na Compensa, ver de perto o novo rompimento da adutora da Manaus Ambiental que passa sob aquela via. Não se conteve: deu uma bronca no representante da empresa, ameaçou romper o contrato e não conteve os palavrões. De fato, a concessionária, que assumiu o abastecimento de água em Manaus há menos de seis meses, está conseguindo superar a Águas do Amazonas na prestação de um péssimo serviço à população e ameaça estragar os 100 primeiros dias de administração do prefeito, que ainda tem que conviver com outro grande desafio: o reajuste da tarifa de ônibus.
Adiamento
A tarifa deveria ser reajustada no último sábado, mas o prefeito avaliou que, depois do rompimento de duas adutoras, não havia clima para dar mais uma notícia ruim à população. Além disso, ele quer esperar o resultado da eleição no Sindicato dos Rodoviários, que ocorre amanhã. Se os irmãos Oliveira mantiverem o controle da entidade, será mais difícil garantir que não haja paralisações depois do aumento, se os empresários não cumprirem o que prometeram aos trabalhadores.
Faturando
Os vereadores do PT, que não perdem a chance de faturar com as desgraças da população, foram ontem, ao Ministério Público representar contra a Manaus Ambiental. Mais comedido, o peemedebista Marcel Alexandre preparou um longo pronunciamento para hoje, em que mencionará pontos do relatório que preparou, quando foi relator da CPI da Água. Ele foi contra a assinatura de novo contrato entre a prefeitura e esta nova empresa, fruto da fusão entre os grupos Águas do Amazonas e Águas do Brasil. No plenário da CMM a bancada governista jogou toda a culpa na concessionária.
Estratégia
O senador Romero Jucá (PMDB) vem fazendo movimentos contra a Zona Franca de Manaus sob o pretexto de garantir o funcionamento da Zona de Processamento de Exportações no Estado que ele representa, Roraima. Para parlamentares amazonenses, entretanto, o objetivo real dele é enfraquecer o colega e correligionário Eduardo Braga, para reassumir a liderança do governo no Senado.
Ressentido
Jucá, que sempre teve grande influência em Brasília, perdeu muita mobilidade depois que a presidente Dilma Rousseff o defenestrou de sua liderança, irritada por uma manobra feita pelo Senado, com apoio dele, contra matéria de seu interesse. O senador de Roraima nunca engoliu o golpe e não aceitou que Eduardo Braga houvesse concordado em sucede-lo. Ele entende que o PMDB deveria tê-lo apoiado e comprado briga para mantê-lo no cargo.
Ataque
Há quem enxergue o dedo de Jucá na decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que iniciou investigação contra Braga na última sexta-feira, por conta da desapropriação de um terreno no bairro de Santa Etelvina, durante seu primeiro governo. O processo transitou em julgado no Tribunal de Justiça do Amazonas, mas foi resgatado pelo Ministério Público Federal, sob a argumentação de que há fortes indícios contra o senador amazonense.
Quieto
Braga, na realidade, fez movimentos muito fortes nos últimos dias, em Brasília e em Manaus. Na capital federal, vinha começando a comandar um grupo de senadores independentes, cada vez mais influente no Senado, a ponto de chamar a atenção da presidente Dilma. Por aqui, andou acenando para Alfredo Nascimento (PR) e Amazonino Mendes (PDT), o que gerou forte reação de ex-aliados. Ambos os fatores podem ter provocado o andamento do processo no STF.
Habilidoso
Está marcada para hoje uma reunião dos deputados estaduais com o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, Josué Neto (PSD), para debater assuntos internos da Casa, entre eles a definição dos dias e horários das sessões especiais no plenário e alguns projetos que devem entrar na próxima pauta extensa do esforço concentrado. “Queremos uma casa mais dinâmica, onde uma sessão especial não venha prejudicar a sessão ordinária, por exemplo”, explica o habilidoso presidente.
Corecon
A Unificação do ICMS em 4 por cento , que está sendo discutida no Congresso Nacional, está preocupando o Corecon. Para o conselheiro federal Erivaldo Lopes, nenhum fundo poderia compensar as perdas do Estado com a redução da alíquota do tributo. Segundo estudos da Sefaz, a arrecadação seria reduzida em até 77% com a unificação. “O problema é que outros tributos agregados ao ICMS também serão atingidos e haverá uma perda significativa na capacidade do Estado investir”, completou Erivaldo.
Hospital veterinário
A criação do Hospital Público Veterinário do Amazonas foi aceita por todos os participantes de uma audiência pública, realizada, ontem, na Assembleia Legislativa. Para completar a proposta, os participantes da reunião sugeriram alguns critérios para funcionamento do hospital, como atender famílias com renda de até dois salários mínimos. Outro critério é que as famílias beneficiadas estejam inscritas nos programas sociais do governo federal. A proposta é do deputado Tony Medeiros.







