O Projeto Mesa de Luz do grupo A Escrita da Luz realiza nesta quinta (11) um bate papo com o fotógrafo Andreas Valentin. O grupo aproveitou a passagem rápida de Valentin por Manaus para agendar uma conversa sobre seu trabalho fotográfico que retrata a Amazônia entre outros assuntos.
O fotógrafo e coordenador do grupo Alexandre Fonseca explica “o projeto vem preencher uma lacuna na fotografia de Manaus. Os encontros com grandes fotógrafos têm sempre o tema técnico, com conversas girando sobre equipamentos usados e currículos. Nosso bate papo será mais sobre o trabalho autoral, sobre o discurso da fotografia, fazendo com que seja aberto a todos os públicos, de profissionais a curiosos”.
Fotografia é discurso
O discurso da fotografia oferece, por meio da imagem, a possibilidade de se contar uma história, mostrar uma cena poética, expressar a sua opinião e a sua forma de ver o mundo. Essa é a proposta do projeto que tem a iniciativa de acontecer uma vez por mês. A passagem de Valentin pela cidade fez com que houvesse uma edição extra, “tivemos o primeiro encontro na semana passada, mas não podíamos deixar passar em branco essa visita” disse o coordenador. De acordo com Alexandre Fonseca “Andreas Valentin tem um vasto número de trabalhos acadêmicos voltados à nossa região, trabalhos de cunho antropológico e artístico de extrema importância para a Amazônia. Das viagens de George Huebner aos bois bumbás de Parintins, Valentin é um grande pesquisador”.
O Fotógrafo
Andreas Valentin é Doutor em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com uma pesquisa sobre a fotografia amazônica do alemão George Huebner (1862-1935). É Mestre em Ciência da Arte pela Universidade Federal Fluminense e graduado em História da Arte e Cinema pela Swarthmore College, Pennsylvania, EUA. É coordenador e professor do curso de pós-graduação “Fotografia: imagem, memória e comunicação” do IUPERJ/Universidade Candido Mendes, do qual é também Coordenador de Ensino. É professor-adjunto de fotografia no CAp-UERJ.
Fotógrafo, escritor e pesquisador, foi aluno e colaborador do artista Hélio Oiticica. Nos anos 1970, realizou filmes experimentais em Super8, premiados em festivais no Brasil e no exterior. Entre 1980 e 2000, escreveu, dirigiu e produziu documentários; pesquisou e fotografou a Amazônia. Nesse mesmo período, foi diretor de uma agência de comunicação e de uma produtora de vídeo.
É autor de três livros sobre o Festival Folclórico de Parintins: “Contrários: a Celebração da Rivalidade dos Bois-Bumbás de Parintins” (2005), “Vermelho, um Pessoal Garantido” (1998) e “Caprichoso, a Terra é Azul” (2000). É autor dos livros “SAARA Rio de Janeiro” (2010), “Fotocine: a fotografia no cinema” (2011) e “A fotografia Amazônica de George Huebner” (2012).
Foi coordenador de projetos da FUNARTE e assistente de produção e direção no filme “Fitzcarraldo”, de Werner Herzog. É membro efetivo da Associação Brasileira de Antropologia que, em 2004, lhe concedeu o Prêmio Pierre Verger de Fotografia.
Realizou inúmeras exposições individuais de fotografias, participou de coletivas e trabalha como curador de mostras de cinema e fotografia.







