O editorial de ontem deste JC foi muito bem recebido por produtores do interior, que se apressaram em procurar o jornal para detalhar o sofrimento que enfrentam no dia a dia.
Eles dizem claramente que são dois os problemas mais urgentes: a falta de sementes e, principalmente, a logística.
Estariam aí nesses dois gargalos a explicação para a explosão do preço da farinha nossa de cada dia. A enchente, segundo eles, prejudica a plantação da maniva, matéria prima para a fabricação do produto. Como não existem sementes em estoque, para continuar produzindo eles têm que pagar frete para busca-las no Baixo Amazonas, única região do Estado onde ainda se encontra esse tipo de insumo. E não sai barato.
Por outro lado, não existe incentivo para o escoamento da produção, que muitas vezes se estraga porque as embarcações que passam pelas comunidades, em número reduzidíssimo, já vêm lotadas.
Seria o caso, portanto, do governo pensar em abrir linhas de crédito especiais para a aquisição de sementes e acelerar o processo de instalação do polo naval, de forma a garantir que mais embarcações singrem nossos rios recolhendo a produção, que acaba se estragando.
Pior ainda: desmotivados pela falta de logística e de sementes, estes mesmos produtores estão migrando para uma atividade que, se crescente, pode colocar em risco nossa cobertura vegetal: a pecuária.
Com o gado, não existe desperdício e o lucro é mais do que certo. O problema é que, para cria-lo, faz-se necessário abrir pastos. E é aí que mora o perigo. As plantações estão dando lugar aos gramados. E as árvores também.
Se não houver uma reação imediata do setor produtivo, logo, logo os organismos internacionais vão perceber a mudança de cultura e aí até a Zona Franca de Manaus pode ser colocada em risco, já que o principal argumento da sua manutenção é a preservação ambiental que ela proporciona.
É preciso abrir o olho.
Os produtores e a farinha nossa de cada dia
Em: 15 de abril de 2013
O editorial de ontem deste JC foi muito bem recebido por produtores do interior, que se apressaram em procurar o jornal para detalhar o sofrimento que enfrentam no dia a dia.
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

OCDE projeta crescimento global de 2,9% em 2026 e 3,0% em 2027 e alerta para energia
23 de setembro de 2026

Tecnologia transforma a experiência da fé no Brasil
22 de setembro de 2026

79% das PMEs não definiram migração no Simples, aponta Omie
22 de setembro de 2026

Brasileirão é a décima liga com mais estrangeiros entre as principais do mundo
22 de setembro de 2026


IA cresce em pequenas empresas, mas dados limitam resultados
22 de setembro de 2026

Ônibus voltam a circular em Manaus após paralisação por atraso no pagamento
22 de setembro de 2026