Faturamento do setor tem alta

Em: 17 de maio de 2013
Exportação de concentrados puxa resultado positivo no PIM, mas mercado regional vive baixa no consumo
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Exportação de concentrados puxa resultado positivo no PIM, mas mercado regional vive baixa no consumo

O faturamento das indústrias de bebidas no PIM cresceu 29,43% em comparativo com igual período do ano passado, segundo os indicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). Foram mais de R$ 134 milhões em faturamento até março desse ano, contra R$ 103 mlhões no ano passado. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Bebidas em Geral do Amazonas, Antonio Silva, o crescimento se dá, sobretudo devido ao avanço das exportações de concentrados para refrigerantes, mas o mesmo não acontece com o mercado regional que apresenta um desempenho “que não está de acordo com o planejado”.
O economista Francisco Mourão ressalta o bom momento vivido pelo setor com as exportações. “O faturamento vem crescendo por que é um setor que hoje estar altamente concorrido, com várias empresas no mercado. Então o empresário tenta buscar alguma alternativa de ter preço para ter o produto competitivo e comprando o concentrado da nossa região, fabricado aqui, com projeto aprovado e usando insumos locais ele pode usar esse crédito e com isso consegue ter preço menor. Então ele reduziu os impostos e consegue ter preço para vender seu produto”. O crescimento de xaropes para bebidas não alcoólicas no primeiro trimestre de 2013 foi de mais de 70%, sendo responsáveis hoje por mais de 25% das exportações do PIM.
A expectativa, segundo Francisco Mourão, é de crescimento na produção dos concentrados para exportação. “De uns tempos para cá vem aumentando as empresas de concentrado no PIM, por causa desse mercado altamente competitivo. É um setor que vai continuar crescendo, vai continuar se desenvolvendo e gerando empregos”. Segundo o economista as empresas instaladas no PIM possuem toda tecnologia disponível para a redução dos custos na fabricação e agora tentam reduzir os custos na carga tributária para dar conta da competitividade “Antigamente você ia ao mercado e só encontrava Coca-Cola, hoje em dia você encontra os mais diversos produtos. Todos têm qualidade e o consumidor busca o melhor preço. Essa é uma das maneiras encontradas para tentar reduzir o preço”.
O economista Francisco Mourão Júnior, acrescenta também que o crescimento no setor deve influenciar o desenvolvimento e geração de empregos no interior, devido a matéria prima utilizada para a fabricação. “É um setor que busca produtos regionais. Utiliza cupuaçu, cana de açúcar, guaraná, o próprio açaí e outros produtos regionais que estão na nossa natureza. Isso vai ajudar a desenvolver o interior do Estado.

Mercado regional afeta arrecadação de tributos federais

No início do mês a Receita Federal divulgou dados que atribuíam o setor de bebidas como principal responsável pela perda de arrecadação da Receita em março. Uma diminuição de 13,68%, sendo mais de R$ 93 milhões apenas com a venda de bebidas. O economista, Francisco Mourão Júnior, explica que essa arrecadação apresentou queda por causa da baixa no consumo local e a fatores tributários. “Além do clima chuvoso que influencia no consumo, temos um outro fator que é o fator tributário, as empresas que compram esses concentrados vindos da ZFM, com projeto aprovado, podem se creditar do IPI e isso também é um fator de queda da arrecadação”, explica.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Bebidas em Geral do Amazonas, Antonio Silva, explica que o Amazonas não está no seu verão e isso tende a diminuir o rítmo das vendas na região. “O fator climático influencia no consumo; nas outras regiões do Brasil e países para qual o Amazonas mais exporta é verão, por isso esse crescimento nos dados do faturamento da Suframa, aqui estamos no período chuvoso o que eleva a queda no mercado regional”, explica.
Apesar de considerar a avaliação do primeiro trimestre do ano negativa, Antonio Silva, que também é presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), ressalta que deve haver um crescimento em torno dos 7% para o próximo semestre. “ O mercado deve ter um pequeno crescimento em função da entrada do verão. Consideramos que até o final do mês de maio ainda é período chuvoso. Mas devemos ter um crescimento de 5% a 7% a partir de junho”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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