Mudança de plano gera insatisfação

Em: 20 de maio de 2013
Colaboradores da Nokia questionaram alteração no plano de saúde feito de forma unilateral na empresa
Colaboradores da Nokia questionaram alteração no plano de saúde feito de forma unilateral na empresa

Trabalhadores da Nokia do Brasil Tecnologia Ltda. protestaram contra a inesperada troca de plano de saúde que ocorreu no dia 1º de maio do corrente ano em decisão unilateral. A empresa além de produzir telefone celular digital no Distrito Industrial 2, é responsável pela Fundação Nokia de Ensino, com 26 anos é um dos maiores projetos sociais da Nokia no mundo.

Reclamações

Há muitas reclamações sobre a cobertura do novo plano da operadora Samel (Serviço de Assistência Médico Hospitalar Ltda.). Segundo relato de funcionário, que prefere não se identificar, o número de médicos credenciados é substancialmente menor e isto gera uma série de transtornos para o funcionário e para a empresa. Uma certa dificuldade em marcar consultas com especialistas, que além de mexer no bolso, também compromete a saúde do trabalhador, com a incerteza da competência e confiança dos médicos. “Quando optamos por marcar a consulta com o médico de nossa preferência, temos que arcar com o valor da diferença cobrada na hora, e só vamos ser reembolsados depois, na folha de pagamento”, disse o funcionário que está registrado na empresa a mais de 15 anos.
Outra reclamação foi direcionada ao sindicato dos trabalhadores ao indicar a operadora Samel, durante reunião de consulta sobre a mudança realizada com os funcionários da Nokia sindicalizados e eleitos como representantes dos empregados junto ao sindicato.

Esclarecimentos

De acordo com o presidente do Sindmetal (Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas), Waldemir Santana, toda mudança gera insatisfação, mas o papel do sindicato é garantir que os direitos adquiridos em prol do trabalhador esteja seguro e cumprido pelo empregador. Ele ainda afirma que nem chegou a sugerir o nome da nova operadora aos representantes da Nokia. “O papel do sindicato é de intermediar a favor do trabalhador, não admitimos retrocessos no direito adquirido e homologado pelo Acordo Sindical. O trabalhador que se sentir prejudicado procure o sindicato e registre sua reclamação para darmos uma solução”, disse Santana.
Para o funcionário sindicalizado da Nokia, Abel Vasconcelos, que estava participando de uma reunião na manhã de sexta-feira na sede do Sindmetal, quando respondeu ao Jornal do Commercio sobre a questão polêmica levantada por alguns funcionários, de que o primeiro escalão da empresa foi privilegiado com o plano de saúde de abrangência nacional e cobertura total. Ele explicou que se trata de profissionais que se deslocam com frequência entre as empresas instaladas no Brasil e em outros países também. “Em nenhum momento houve a intenção de prejudicar os funcionários, o que aconteceu foi uma readequação de plano de saúde, que para atender a atual demanda houve a troca de operadora em Manaus. E, aos funcionários que exercem cargos onde as viagens são constantes, a direção da Nokia optou pelo plano Sulamérica com cobertura de seguro durante os deslocamentos, foi isso que aconteceu” contou Vasconcelos.

Samel

De acordo com a gerente de relacionamento da Samel, Tânia Moreira a empresa tem o propósito de prestar serviços médicos, odontológicos, laboratoriais e hospitalares para clientes residentes na cidade de Manaus. “A operadora de plano de saúde Samel tem sua sede própria com profissionais competentes. O que acontece neste caso da Nokia, é que a empresa determina em contrato como será o atendimento aos seus funcionários e a Samel cumpre da melhor forma possível. A operadora atende as normas e determinações da Anvisa”, declara Tânia.

Nokia

Sobre a situação descrita, a Nokia esclarece que as reclamações não procedem. Em momento algum, a Nokia foi procurada por funcionários e que a Samel não adota tal procedimento. Todos os exames previstos no rol da ANS (Agência Nacional de Saúde) estão cobertos pelo plano e se não estiverem disponíveis pela Samel , podem ser realizados em clínicas credenciadas sem nenhum ônus para o funcionário, informou em nota ao Jornal do Commercio.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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