O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, nunca tinha pisado em Manaus, onde se localiza um dos principais parques fabris do país, desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2011. Foi a demissão do segundo homem na hierarquia do Ministério, o secretário executivo Alessandro Teixeira, que provocou a viagem, meio de supetão. É que Pimentel de fato não domina as informações sobre o modelo, justamente no momento em que se discute a unificação das alíquotas do ICMS nas transações interestaduais. E ele prometeu voltar na próxima reunião do Conselho de Administração da Suframa. “É um polo industrial importante para o Brasil, não apenas para a região amazônica. Não pode ter prejuízos nem perdas de competitividade nessa reforma. Essa é uma questão que está colocada para nós como prioridade”, disse ele. Ainda bem.
Importância
Se prestou atenção na pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre as ligações aéreas, o ministro deve ter notado a importância da Zona Franca. Apesar da região Norte ser a mais excluída, quando se trata da interligação por avião, a rota Manaus-São Paulo concentra 20% do movimento de carga no país, o que coloca a capital do Amazonas fora dessa estatística de isolamento.
Milênio
Quem também passou por Manaus no início da semana foi o assessor da Secretaria-Geral da Presidência da República, José Maldos. Veio tratar da municipalização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, metas traçadas pela Organização das Nações Unidas (ONU). Curioso é que, ao procurar a Câmara Municipal, ele reuniu-se apenas com a bancada do PT. Ainda assim, saiu dizendo que “o parlamento é a caixa de ressonância da sociedade civil, portanto, é importante que seja inserido nessa discussão”.
Destaque
O médico Sinésio Talhari foi eleito, essa semana, para a presidência da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis, regional do Amazonas. Talhari será empossado nas próximas semanas e contará com o apoio do colega José Carlos Sardinha e da enfermeira Glaudomira Rodrigues, além dos demais membros da instituição. Fundada em 1988, a SBDST tem por finalidade, dentre outras atividades, incentivar ações para o controle das doenças sexualmente transmissíveis em todas as regiões brasileiras.
Boa notícia
O decreto 8.017, assinado pela presidente Dilma Rousseff no último dia 17, foi comemorado pela classe política local e principalmente pelo setor de bebidas do Polo Industrial. É que ele reduz pela metade a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre a produção do extrato de guaraná e açaí. Com isso, a tendência é que a produção aumente e novos produtos originados dos frutos sejam criados.
Menos trabalho
A comissão que discute as mudanças no Regimento Interno da Câmara Municipal de Manaus rejeitou a emenda do vereador Waldemir José (PT), que pretendia aumentar em uma hora o horário das reuniões plenárias. Por outro lado, os vereadores detonaram a intenção do presidente Bosco Saraiva (PSDB), de acabar com a exigência de quórum mínimo para o início das reuniões. Ou seja, querem continuar trabalhando pouco, mas pelo menos obrigam a presença da maioria em horário regimental.
Na mira
Muito questionado no início do mandato, o prefeito de Rio Preto da Eva, Luiz Ricardo Chagas (PRP), vai ter que se entender com a Câmara Municipal, sob pena de perder o mandato. Está prevista uma reunião da Casa amanhã, para a instalação de uma Comissão Processante com o objetivo de apurar denúncias de irregularidades na gestão. A maioria dos vereadores é favorável.
Fogo cruzado
Se está mal na Câmara, Ricardo tem seus defensores na Assembleia Legislativa. Ontem os deputados Francisco Souza (PSC) e Vera Castelo Branco (PTB) denunciaram um “complô” contra o prefeito, que estaria sendo armado pelo ex-prefeito Fúlvio Pinto (PDT). Eles acusam ainda o ex-marido de Vera, o deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB), de estar colaborando com a iniciativa.
Blackout
Alegando instabilidade nas redes de atendimento, a Manaus Energia está desativando seus postos de atendimento nos prédios do Pronto Atendimento ao Cidadão localizados nos bairros da cidade e vai se concentrar apenas no Centro. É uma péssima notícia para os consumidores e um retrocesso na qualidade do atendimento, já que a tendência é voltar a reunir grandes quantidades de consumidores nos postos remanescentes.







