Com objetivo de criar um melhor ambiente de negócios para os investidores que buscam o Estado e permitir que as linhas de produção possam ser instaladas o mais rápido possível no Amazonas, as Secretarias de Estado de Planejamento (Seplan) e Fazenda (Sefaz), atendendo a uma antiga reivindicação dos executivos e consultores das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), estão dando celeridade à tramitação de processos que autoriza empresas a operarem no parque industrial local com incentivos fiscais.
A avaliação técnica que antes era realizada depois da reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), agora é concluída antes da reunião do conselho. Caso a empresa não tenha pendências com o Fisco, o decreto do governo, assinado pelos secretário de Fazenda e de Planejamento e Desenvolvimento Econômico e da Casa Civil é expedido em 8 dias.
A celeridade na tramitação dos projetos industriais, que já foi colocada em prática na última reunião do Codam, realizada no dia 24 de abril, na Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), é apontada pelo presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Marcus Evangelista, como o principal benefício do novo modelo. Na opinião dele, o novo processo valoriza os investimentos feitos pelos empresários no PIM.
“Hoje o investidor sabe imediatamente sobre as demandas do projeto. Antes, quando estourava o prazo de 30 dias e caía sobre o consultor a pressão sobre a aprovação do projeto. Agora, com esta celeridade, quando na própria reunião já são assinados os decretos, os investidores sentem um retorno positivo para o seu investimento porque já se sabe, imediatamente, se foi aprovado ou não”, disse.
Além disso, Evangelista acrescentou que a tramitação dos processos, que tinha duração média de 35 dias, muitas vezes extrapolava o prazo de 60, 65 dias, o que acabava diminuindo o interesse dos investidores pela Zona Franca de Manaus.
O presidente do Centro das Indústrias do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, festejou a nova medida que, segundo ele, torna mais ágil e eficiente as operações das empresas, considerando o custo de tempo que a demora na liberação dos decretos causava. Segundo Périco, as empresas precisam de eficiência de todos os setores envolvidos para que as linhas de produção possam funcionar o mais rápido possível.
Maior celeridade nos processos atrai mais
Em: 3 de junho de 2013
Tramitação mais rápida dos projetos industriais já foi colocada em prática na última reunião do Conselho de Desenvolvimento, no dia 24 de abril
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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