Os pequenos negócios foram os principais empregadores no país em abril. Mais de 140 mil pessoas ingressaram no mercado formal de trabalho gerado pelas empresas de micro e pequeno porte, resultando em aumento expressivo de 120% na oferta de vagas, frente ao mês de março. Embora o Amazonas tenha sido um dos Estados que encerraram o quarto mês de 2013 com saldo negativo, as entidades continuam otimistas em relação aos micro-negócios.
No maior Estado do Norte, o decréscimo é confirmado com apenas 82 postos de trabalho. Tocantins foi quem apresentou a maior geração de empregos formais com saldo positivo de 162 postos de trabalho.
No período, as empresas de Serviços foram as que mais contrataram em todo o Brasil, totalizando 59,5 mil novos postos de trabalho. Os segmentos de comercialização e administração de imóveis, que responderam por 18,4 mil vagas, e os empreendimentos de transportes e comunicações, que geraram 17,3 mil empregos, somaram as maiores contratações em abril.
“O crescimento do emprego no setor de Serviços é diretamente impulsionado pela alta do consumo, principalmente da classe C, que demanda cada vez mais serviços diferenciados e de qualidade”, analisa o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. Sobre o número inexpressivo amazonense, o titular argumenta que questões ligadas à crise no Pólo Industrial de Manaus influenciam diretamente a retração no comércio local.
Por outro lado, verifica-se a alta nas contratações para o setor de construção civil, reflexo dos investimentos promovidos pelo governo. Nos últimos 12 meses foram oficializadas 1.063 novas contratações no Amazonas. Quando comparado aos números regionais da construção civil, o Estado acompanha o padrão. Em 2012, foram feitas em todo o Norte 183.334 admissões e 169.321 desligamentos gerando um saldo positivo de 14.013 postos de trabalho, com crescimento de 6,88%.
Ainda de acordo com o estudo referente ao mês de abril, foram feitas no Setor da Indústria de Transformação em toda a região Norte, 11.553 admissões e 11.667 desligamentos, gerando um saldo negativo de 114 postos de trabalho com um decréscimo de 0,04% na geração de empregos formais.
Setores interligados
De acordo com o assessor de economia da Fecomércio/ AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas) José Fernando Pereira da Silva, os números são preocupantes para o Amazonas no sentido de que os setores estão interligados e, por isso, se um segmento não vai bem, o outro é também atingido. “Vivemos um momento de transição e incerteza tanto para o comércio como para a indústria e o resultado disso você sente nas vendas”, comenta, referindo-se às compras desde itens essenciais como de interesse pessoal.
Baseado na pesquisa divulgada pelo Sebrae, nos últimos quatro meses foram feitas – em toda a região Norte – 143.861 admissões e 143.264 desligamentos gerando um saldo positivo de 597 postos de trabalho, com um crescimento de 0,21% na geração de empregos formais. “Se colocarmos na ponta do lápis, não há muito o que comemorar. O ideal é que a recuperação continue – ainda que sutil – no segundo semestre”, estima o especialista.
O estudo do Sebrae é promovido mensalmente com base em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e do TEM (Ministério do Trabalho e Emprego).






