Na eminência de receber 600 mil turistas nos grandes eventos que serão realizados no Brasil começando pela Copa das Confederações, no próximo sábado (15), o Ministério do Turismo permanece em alerta para os preços praticados pelo setor de turismo, considerados elevados em relação a outros países, mais uma preocupação para as autoridades brasileiras.
De acordo com o ministro do Turismo, Gastão Vieira, para que o país aproveite o momento proporcionado pelos grandes eventos esportivos dos próximos anos e ganhe visibilidade mundial como destino turístico, é fundamental que o empresariado se conscientize sobre a importância de cobrar preços justos, especialmente em relação às hospedagens. “É preciso haver uma conscientização por parte do empresariado, que tem que cobrar um preço justo, padrão, para não afastar o turista. Os jogos têm data para acabar e os estabelecimentos não podem criar a fama de ser caros. Cobrar um preço alto para depois negociar um preço mais baixo não me parece ser a melhor prática para quem quer se consolidar como destino turístico”, disse Gastão Vieira na manhã de 29 de maio ao participar do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços.
Entidades defendem
Confirmando a promessa de tomar uma posição pública, quatro principais entidades brasileiras do setor hoteleiro distribuíram um comunicado esclarecendo sobre as tarifas de hospedagem durante a Copa das Confederações e a Copa do Mundo.
Que foram investidos R$ 7 bilhões pelo setor, e portanto não existe gargalo no parque hoteleiro do Brasil e que o país está preparado para hospedar turistas que virão para assistir os jogos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo 2014.
Novos hotéis foram construídos pela iniciativa privada, que também se preocupou e arcou com a capacitação e a qualificação da mão de obra. Assinam a nota a FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil), FBHA (Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação), ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis) e Resorts Brasil.
“O setor hoteleiro brasileiro certamente estará empenhado em receber com excelência o turista que vier ao país nos grandes eventos. Apenas a qualidade leva à fidelização dos clientes. O segmento seguirá investindo no aperfeiçoamento dos serviços e na sua própria expansão, ciente de que o retorno é uma conquista que se dá no longo prazo e não apenas em oportunidades sazonais”, afirmaram em nota.
Em resumo
A nota em nenhum momento dá a entender que haverá alguma alteração nos preços, mesmo com o “desejo” divulgado pelos titulares da Embratur e do MTur. As vésperas do início da Copa das Confederações, não há tempo para mudar mais nada, inclusive para baixar as tarifas. Que segundo o presidente do Sindicato de Hotéis de Manaus, José Roberto Tadros o governo federal tem se dedicado em atrair mais profissionais interessados em participar do Pronatec Copa (Programa de Qualificação para a Copa do Mundo). No Amazonas o Sistema da Federação Comercial Sesc/Senac, historicamente através do Senac utiliza 68,7% do valor do programa para reverter em cursos de qualificação gratuitos para profissionais do setor hoteleiro. “O governo investe em qualificação com o Pronatec, mas há uma grande diferença entre instruir e educação doméstica, tão arraigada nas pessoas que acaba levando a um trato diferenciado para os turistas estrangeiros em detrimento aos nossos turistas brasileiros, este é o primeiro ponto”, analisa Tadros.
Outra questão abordada por Tadros está na composição do custo da tarifa hoteleira que acumula 25,7% de imposto em cascata, sobre uma demanda contratada, calculada com base numa ocupação total e uso intermitente de toda a estrutura hoteleira oferecida aos turistas (hóspedes) em qualquer época do ano, sendo na alta estação e até mesmo na baixa estação. “O custo Brasil é insuportável, há uma queixa geral em relação aos preços praticados no setor hoteleiro. Também vivemos um momento de apagão de mão de obra qualificada no setor de Turismo, Saúde, Educação, Agricultura, Indústria, e demais setores que refletem na questão da tarifa hoteleira praticada no país”, alerta Tadros.







