O “Ato Nacional contra os aumentos da passagem”, que está marcada para acontecer hoje em Manaus e em diversas cidades brasileiras começa a preocupar os representantes do comércio local. Depois de acontecimentos violentos, principalmente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, entidades de classe recomendaram que os estabelecimentos funcionem, nesta quinta-feira (20) em horários alternativos. O temor é que haja prejuízos materiais e patrimoniais no centro da cidade, além da inevitável diminuição no faturamento.
No centro de Manaus, só esta semana são dois dias com as atividades reduzidas no comércio já que ontem (19), devido à partida da seleção brasileira, alguns estabelecimentos fecharam as portas às 14 horas. Para o dia de hoje, a orientação da Associação Comercial do Amazonas (ACA) é de que as lojas do centro também terminem o expediente no mesmo horário. De acordo com o presidente da entidade, Ismael Bichara, o fechamento antecipado do comércio é uma precaução contra prejuízos materiais e de patrimônio nas lojas, uma vez que, inevitavelmente, haverá perdas nas vendas.
“Ainda não podemos mensurar o tamanho do prejuízo nas vendas, mas ele existe diante da antecipação do fim das atividades comerciais no centro”, confirmou.
Para compensar esses dois dias de baixo movimento comercial, a ACA já organiza uma campanha promocional para as lojas do centro da cidade com vantagens reais para os consumidores em termos de preços.
“Vamos articular para que desta vez os preços não subam para depois baixarem durante a promoção”, garantiu Bicharra.
A Câmara de Dirigentes Lojistas também defende o encerramento antecipado das vendas no dia de hoje. A orientação do presidente da CDL, Ezra Benzion, é que o comércio, principalmente as lojas da avenida Eduardo Ribeiro, libere seus funcionários às 16 horas. A estimativa é de que, devido ao horário, 20% das vendas do dia sejam perdidas. Apesar do volume considerável de negócios que deixarão de se fechados, Benzion avisa que esta não é a principal preocupação da CDL.
“Das quatro às seis da tarde é um horário de pico para o comércio. É quando os bancos fecham e as pessoas começam a fazer as compras para irem para casa. Mas a nossa principal preocupação não é com essa perda, mas sim com o vandalismo. Um dia de vendas que perdemos não será tão complicado como se tivermos lojas depredadas”, disse.
Expediente normal
Já o Sindicato do Comércio Varejista do Estado do Amazonas adotou posição contrária. Por meio de nota enviada à imprensa, o Sincovam informou que as lojas do Centro Comercial de Manaus irão funcionar em horário normal por considerar a manifestação pacífica e ordeira.
A entidade recomendou apenas aos lojistas localizados nos pontos onde a manifestação irá ocorrer, a prudência de encerrarem suas atividades com antecedência.







