Veja que história: no dia 4 de março os fiscais Eduardo Pinheiro Batista e José Bezerra Júnior, do Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas, foram à editora Novo Tempo. Ali, encontraram pequenas balanças. Imediatamente quiserem aferi-las. A direção da empresa informou que elas eram utilizadas apenas internamente e não se destinavam à pesagem de produtos para venda. De fato, qualquer gráfica cobra os impressos pela unidade, não pelo peso. Para se prevenir de possíveis arbitrariedades, os diretores comunicaram por escrito como usavam as balanças. Não adiantou. No dia 30 daquele mesmo mês, um auto de infração chegou. No dia 7 de maio a multa foi contestada e na semana passada o presidente do órgão fiscalizador, Márcio André Brito, enviou notificação de decisão confirmando a penalidade. Por este entendimento, o cidadão que tem uma balança de banheiro também pode ser fiscalizado e multado pelo Ipem. Uma nítida forçação de barra, com objetivos nada republicanos.
Devedor
Mesmo sem usar balanças para definir preços de produtos que ela vende, a editora Novo Tempo poderá ter sua razão social inscrita na dívida ativa da União, se não pagar a multa aplicada pelos fiscais do Ipem, o que inviabilizaria sua participação em licitações, entre outros prejuízos. A situação foi comunicada ao vice-governador José Melo, que prometeu tomar providências. Esta não é a primeira empresa que se queixa dos procedimentos de fiscais do órgão.
Vergonha
“É uma vergonha que um organismo estadual, travestido de federal, utilize suas funções para perseguir empresas que não cometeram nenhuma infração controlada por aquela instituição, causando prejuízo e perturbação desnecessários e inoportunos aos que trabalham e produzem”, diz nota encaminhada ao jornal pela empresa Novo Tempo. De fato, o Ipem vem agindo de forma inusitada, pra dizer o mínimo.
Baiano
Márcio André já teve suas contas referentes ao ano de 2011 rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado e servidores do órgão ouvidos ontem pela coluna lançaram suspeitas sobre a isenção de seu trabalho. Eles questionaram o fato de lojas do grupo Baiano jamais serem fiscalizadas, mesmo vendendo todo tipo de produto passível de averiguação do Ipem, como brinquedos, balanças, objetos de limpeza e acessórios para casa. Nem sequer nas vésperas do Dia das Crianças esta rede recebeu os fiscais.
Sujeira
Passado o episódio da redução do custo da tarifa de transporte coletivo, a população começa a questionar outros fatores que a incomodam no sistema. A conservação dos ônibus é um deles. Os veículos têm circulado sujos e por vezes avariados. Como os empresários não abriram mão sequer de um centavo para que o preço baixasse, os usuários estão cobrando limpeza.
Contrapartida
Ainda falando de ônibus, o deputado José Ricardo Wendling (PT) defendeu que o Governo do Estado e a Prefeitura de Manaus cobrem contrapartida dos empresários do transporte coletivo diante da redução do preço da tarifa de ônibus, que passará de R$ 3 para R$ 2,75, a partir de 1º de julho, por meio de desonerações estaduais, vindas do IPVA, e municipais. “Queremos saber qual a contrapartida dos empresários de ônibus? Irão reduzir suas margens de lucro? Porque até hoje essa informação está muito bem fechada”, declarou ele, que irá encaminhar documento pedindo essas informações e cobrando as contrapartidas.
Batom
A senadora Vanessa Grazziotin (PC do B) quer fazer um plebiscito para saber se a população concorda com a ideia de reservar um mínimo de 30% dos assentos em todos os parlamentos do país para as mulheres. Ela precisa de 27 senadores para garantir a tramitação do projeto. Já obteve 20 assinaturas, entre elas a do atual o presidente da Casa, o contestado Renan Calheiros (PMDB-AL). Se a moda pega, daqui a pouco a comunidade LGBT também vai exigir seu quinhão.
PEC 300
Bastou surgirem nas manifestações as primeiras faixas exibidas por policiais a paisana, exigindo a votação imediata da Proposta de Emenda Constitucional de número 300 para que começassem as manifestações de parlamentares sobre o tema. O deputado Henrique Oliveira (PR) apresentou requerimento esta semana pedindo a votação urgente da matéria, que estabelece piso salarial para policiais e bombeiros militares de todo o país.
Mais uma
“Sempre pensei e defendi que legislamos em nome da população. É inadmissível que ela não tenha conhecimento do voto dos seus representantes”. A frase é da deputada Conceição Sampaio (PP), que também segue na esteira das manifestações e defende a Proposta de Emenda Constitucional que extingue a votação secreta no Poder Legislativo do Amazonas.
Tomando jeito
A fachada da Arena da Amazônia, em formato de cesto, já começa a tomar forma com a colocação das primeiras peças vindas de Portugal, em formato de Xis, produzidas pela empresa Martifer, que trabalha com 140 homens entre engenheiros, técnicos e operadores na operação. O que preocupa é que a própria Secretaria de Infraestrutura admite ter recebido apenas 21% da estrutura metálica. O restante ainda está sendo enviado pelo fabricante para Manaus. A Fifa está preocupada com o ritmo da obra.
Fervo
Nunca antes Parintins teve um clima político tão quente quanto neste ano. Pela primeira vez todos os caciques políticos do Estado estarão na festa. O ex-prefeito e ex-governador Amazonino Mendes foi o primeiro a chegar, na quinta-feira. O governador Omar Aziz foi, voltou e retornou no mesmo dia, à noite. O senador Eduardo Braga desembarcou na noite de sexta-feira e o prefeito Arthur Neto chegou no mesmo dia, mais cedo. Frenesi na ilha.







