O brasileiro comum é aquele que labuta no dia a dia, divide seu tempo entre o trabalho, a família e o lazer, mas pode, eventualmente, reservar uma brecha em sua já atribulada agenda para protestar ou engajar-se em algum movimento. Nos últimos dias, este último item ocupou mais espaço na vida do cidadão, seja com a presença física ou com a torcida por meio das redes sociais e dos veículos de comunicação.
O que aconteceu ontem, entretanto, não tem muito a ver com a vida de verdade. Tanto na zona Leste quanto nas principais avenidas de Manaus quem participou dos protestos do dia mais errou que acertou.
Na zona Leste, trabalhadores revoltados com a impossibilidade de usar ônibus para trabalhar, por conta da greve dos funcionários da empresa Global Green, transformaram-se em vândalos, depredando tudo o que viram pela frente. Uma greve legítima, com motivo definido, transformou-se em horas de vandalismo e pânico.
Nas ruas e avenidas centrais, um punhado de manifestantes organizados, com carro de som, faixas e cartazes, tentou manter viva a chama dos protestos realizados nas últimas semanas, e atrapalharam a vida de quem queria apenas manter sua agenda normal. Fecharam o trânsito, provocaram engarrafamentos e dedicaram-se a temas pontuais, muito diferente daquilo que fizeram os brasileiros comuns de Manaus alguns dias antes.
É preciso ter o senso do ridículo, a responsabilidade de saber o limite das coisas, para poder viver em sociedade. Os protestos de ontem pecaram pela forma, pelo conteúdo e pela violência com a cidade. Isso, violentaram Manaus e seus cidadãos, que desta vez não devem ter se sentido representados pelos vândalos e pelos plantonista da Assembleia.
O Brasil efetivamente mudou nos últimos dias. Os políticos, de forma especial, foram sacudidos pelos protestos e tentam reagir cumprindo a pauta que a rua montou para eles.
É preciso que o povo saiba interpretar isso e avançar, valorizando e respeitando as instituições. Do contrário, o que restará, a continuar a baderna, é um prejuízo inominável e irreparável.
A diferença entre manifestação e empolgação
Em: 2 de julho de 2013
O brasileiro comum é aquele que labuta no dia a dia, divide seu tempo entre o trabalho, a família e o lazer, mas pode, eventualmente, reservar uma brecha em sua já atribulada agenda para protestar ou engajar-se em algum movimento
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

Missão comercial leva empresas brasileiras ao Paraguai e à Argentina
18 de setembro de 2026


Nanoempreendedor está livre do CNPJ Técnico
18 de setembro de 2026

‘Passagem secreta’ e mais de R$ 700 mil: o que a polícia encontrou na casa de Milton Leite
18 de setembro de 2026

Flávio Bolsonaro repete estratégia do pai e recruta ‘fiscais’ para as eleições
18 de setembro de 2026

Brasil terá programa Tax Free para devolver CBS e IBS a turistas estrangeiros
18 de setembro de 2026

Cultura no DNA: Titãs volta aos palcos da Nilton Lins após show histórico na década de 90
18 de setembro de 2026

Sindifisco-AM realiza palestra sobre equilíbrio fiscal e desenvolvimento econômico
18 de setembro de 2026