Apesar do desgaste provocado pela disputa da coordenação da reforma política na Câmara, os deputados petistas Cândido Vaccarezza (SP) e Henrique Fontana (RS) deram sinais hoje de que não pretendem recuar. A decisão deve ficar para o comando do PT.
Nos corredores do Congresso, o caso virou motivo de piada entre os parlamentares que chegaram a classificar o caso como briga de egos ou briga de moleques. Vaccarezza nega que seja uma disputa de vaidade. “Eu não tenho ego em disputa. Não sou candidato, fui convidado apenas e cumprirei a tarefa”, disse.
Vaccarezza vai conversar amanhã, em São Paulo, com o presidente do PT, Rui Falcão. Ele disse que vai respeitar a decisão que for tomada. “Eu vou apoiar, não criarei constrangimentos”.
Fontana, que concedeu longas entrevistas nas últimas semanas sobre a reforma política, evitou alimentar a polêmica, mas insistiu no controle do grupo. “Na hora que esse tema ganha maior possibilidade de ser votado eu ser retirado dessa discussão não é justo. Eu não vou abrir mão”. E completou: “Essa demanda do Vaccarezza eu não sei de onde nasceu”.
Vaccarezza foi convidado pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para coordenar o grupo que foi criado em resposta ao sepultamento do plebiscito sobre reforma política com validade para as eleições de 2014, como sugeriu o Executivo ao Congresso.
Fontana -que comandou outro projeto de reforma política que não conseguiu avançar na Casa- foi indicado pela bancada do PT para compor o grupo.
Segundo petistas, Fontana teria informado que, se Vaccarezza fosse o coordenador, entregaria a vaga. Diante do mal-estar, Eduardo Alves procurou o líder do PT, José Guimarães (CE), e informou que a legenda teria direito a uma vaga apenas.
Eduardo Alves deu prazo até terça-feira para que o PT resolva o impasse. O grupo de trabalho terá 90 dias para propor uma reforma política. A comissão será formada por 13 parlamentares.
Além da vaga do PT estavam previstos: Marcelo Castro (PMDB-PI), Marcus Pestana (PSDB-MG), Guilherme Campos (PSD-SP), Esperidião Amin (PP-SC), Luciano Castro (PR-RR), Rodrigo Maia (DEM-RJ), Júlio Delgado (PSB-MG), Miro Teixeira (PDT-RJ), Antonio Brito (PTB-BA), Leonardo Cadelha (PSC-PB), Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), e Sandro Alex (PPS-PR).
Petistas negam, mas mantêm briga
Em: 12 de julho de 2013
Apesar do desgaste provocado pela disputa da coordenação da reforma política na Câmara, os deputados petistas Cândido Vaccarezza (SP) e Henrique Fontana (RS) deram sinais hoje de que não pretendem recuar
Redação
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