O governo federal arrecadou R$ 85,68 bilhões em impostos e contribuições em junho. O resultado representa queda real de 0,99% em relação ao mesmo período de 2012, descontada a inflação pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Os dados foram divulgados, ontem, pela Receita Federal.
No acumulado do ano, a arrecadação federal somou R$ 543,98 bilhões, alta de 0,49% na comparação com o primeiro semestre do ano passado, também descontado o IPCA. Em termos nominais, a arrecadação aumentou R$ 35,43 bilhões de janeiro a junho deste ano, ou seja, sem a correção, pela inflação, dos valores arrecadados no mesmo período do ano passado.
Segundo números da Receita Federal, a ausência de uma tendência clara de alta na arrecadação não impediu a obtenção de um novo recorde de receitas no primeiro semestre deste ano.
De acordo com a Receita, os principais fatores que impulsionaram a arrecadação, em junho, foram o aumento da receita extraordinária, em maio, de R$ 3 bilhões referentes a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e do PIS (Programa de Integração Social); e de R$ 1 bilhão do recolhimento do IRPJ/CSLL (Imposto de Renda Pessoa Jurídica Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), em decorrência de depósito judicial e venda de participação societária. Também contribuiu para o saldo, o recolhimento semestral do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) rendimentos de capital.
Segundo o coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal, Raimundo Eloi de Carvalho, a queda real da arrecadação em junho deste ano está relacionada, além das desonerações tributárias, com um recuo de R$ 2,3 bilhões na arrecadação do IR sobre rendimentos de capital – recolhido em junho, relativo ao primeiro semestre, sobre aplicações financeiras, como fundos de renda fixa. “Isso aconteceu por conta da redução dos rendimentos em função da queda dos juros. Tem um peso significativo”, declarou ele.
De acordo com a Receita Federal, o fraco comportamento da arrecadação neste ano, que teve alta real somente por conta de fatores extraordinários, está relacionado com as desonerações de tributos – que já somam R$ 35 bilhões no primeiro semestre.
Recorde no acumulado do ano
Em: 23 de julho de 2013
Dados da Receita mostram elevação apesar da queda localizada em junho
Redação
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