Quando as crianças com autismo que não recebem o tratamento oportuno e adequado, os sintomas afetam o seu desenvolvimento e comportamento, trazendo limitações físicas. Isso porque, no geral, a maioria das pessoas com autismo têm atraso, diferenças ou distúrbios em muitas áreas -incluindo habilidades motoras em diversos níveis de complexidade.
Dentre as atividades previstas no tratamento e acompanhamento de crianças com autismo está a fisioterapia, que irá ensinar a criança autista a controlar seu corpo e as atividades que tornam funcional.
O tratamento fisioterapêutico, concentra-se em qualquer problema do movimento que cause limitações funcionais. Crianças com autismo muitas vezes têm dificuldades motoras, tais como dificuldades para sentar, andar, correr e pular. A fisioterapia também pode tratar a falta de tônus muscular, equilíbrio e coordenação.
Autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais: inabilidade para interagir socialmente, dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos, padrão de comportamento restritivo e repetitivo.
O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental.
As crianças com autismo pode ter o tônus muscular baixo, rigidez e/ou fraqueza muscular, ou tem um momento difícil com a coordenação e esportes, problemas que podem interferir no dia a dia e no seu relacionamento com o mundo, interferindo no desenvolvimento social e físico.
No geral, os fisioterapeutas podem trabalhar com crianças muito jovens em habilidades motoras básicas, como sentar, rolar, de pé e jogar. Eles também podem trabalhar com os pais para ensinar algumas técnicas para ajudar a criança construir a força muscular, coordenação e habilidades físicas. Essa criança pode estar em fase pré-escolar ou escolar. O importante é que essas habilidades não são apenas importantes para o desenvolvimento físico, mas também para o engajamento social no desporto, recreio e jogo em geral.
Em ambientes escolares, fisioterapeutas podem fazer exercícios para as crianças em grupo e direcioná-las para ambientes escolares típicos, como aulas de ginásticas para apoiar crianças em situação da vida real. Em ambientes escolares, fisioterapeutas podem juntar-se aos Educadores Físicos e desenvolver atividades, para que essas crianças possam participar do grupo sem se sentirem excluídas; dando oportunidades, adaptando tarefas, diminuindo expectativas, evitando dessa maneira, frustrações.
Terapias que ajudam a melhorar a qualidade de vida em crianças com Autismo
Em: 29 de agosto de 2013
Quando as crianças com autismo que não recebem o tratamento oportuno e adequado, os sintomas afetam o seu desenvolvimento e comportamento, trazendo limitações físicas
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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