Nova projeção eleva PIB para 2,4%

Em: 17 de setembro de 2013
Previsão anterior do relatório era de 2,35% e estimativa para a inflação foi mantida em 5,82%
Previsão anterior do relatório era de 2,35% e estimativa para a inflação foi mantida em 5,82%

Os analistas e investidores do mercado financeiro ouvidos pelo BC (BancoCentral) estão mais otimistas com o crescimento da economia e da produção industrial este ano. A nova projeção de crescimento para o PIB (Produto Interno Bruto) para 2013 chega a 2,4%, contra os 2,35% da estimativa anterior.
Os números estão no boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC. A projeção de inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) permanece em 5,82% e a taxa de câmbio, no final do ano, deverá cair para 2,35%, em relação à estimativa de 2,36% da pesquisa anterior.
O crescimento dos preços administrados foi mantido em 1,8%. A taxa básica de juros deverá ficar em 9,75% ao ano, em dezembro, com a dívida líquida do setor público caindo de 35% para 34,75% em comparação ao PIB. A produção industrial estimada em 2,1% na pesquisa anterior passou para 2,12%.
A balança comercial brasileira deu mais um sinal de fraqueza. Uma nova onda de revisões foi apresentada por analistas do mercado financeiro no relatório de mercado Focus divulgado nesta segunda-feira (16), pelo Banco Central, a nona seguida. A perspectiva de superavit de US$ 2,50 bilhões este ano foi substituída por um resultado positivo de apenas US$ 2,00 bilhões. Um mês atrás, a expectativa era de US$ 4,35 bilhões, de acordo com a pesquisa. Já para 2014, houve manutenção da mediana para o saldo em US$ 10,00 bilhões. Um mês antes, era de US$ 8 bilhões.
A mediana das estimativas dos analistas ficou parada novamente em relação às projeções para as transações correntes de 2013. A previsão mediana para o rombo da conta corrente seguiu em US$ 78 bilhões para este ano. Há um mês, a expectativa mediana estava “vermelha” em US$ 77,00 bilhões. Para 2014, houve redução da previsão de deficit, com a mediana saindo de US$ 78,90 bilhões para US$ 77,00 bilhões. Quatro semanas atrás, a mediana revelava um resultado negativo de US$ 79,46 bilhões.
Apesar da piora do quadro externo, foi mantida a projeção de que o ingresso de IED (Investimento Estrangeiro Direto) será de US$ 60 bilhões neste e no próximo ano, o que significa que o financiamento do deficit não será integral desta vez. Há 40 semanas, o mercado não muda esta projeção de IED para 2013 e há 57 semanas para o de 2014. Já relação dívida/PIB passou de 35,00% para 34,75% em 2013. Um mês antes, estava em 34,90%. No caso de 2014, a projeção mediana passou de 34,80% para 34,70%, mesma taxa de um mês atrás.

Câmbio

O ajuste foi bem pequeno desta vez, mas desde o começo deste ano, em fevereiro, a mediana das projeções para o câmbio ao final de 2013 não se movimentava para baixo. De acordo com o relatório Focus, a mediana das estimativas para o dólar passou de R$ 2,36 para R$ 2,35 ao final do ano. Por esse critério, a variável vem apresentando trajetória de alta nessa mesma pesquisa há 19 semanas quase que consecutivas e as interrupções ficaram por estabilidade das estimativas em uma semana ou outra.
Para fazer este levantamento, foram verificadas apenas as datas fechadas do relatório Focus. A última vez que a Focus tinha apresentado uma redução da projeção para o câmbio ao final de 2013 foi no levantamento realizado em 22 de fevereiro, quando a taxa saiu de R$ 2,01 para R$ 2,00. Essa havia sido a quinta semana consecutiva de correções para baixo das projeções, que se encontravam em R$ 2,05 um mês antes. A partir do documento com data em 1º de março, as previsões se mantiveram em R$ 2,00 ao longo de todo o mês. Em abril, a mediana das estimativas também ficou estacionada nessa mesma cotação. Foi no documento de 10 de maio que houve a primeira inversão das estimativas, também tímida, passando de R$ 2,00 para R$ 2,01. A questão é que, desde então, a direção foi apenas de alta.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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