Negócios mais que triplicaram desde 2008

Em: 22 de outubro de 2013
Estudo da FGV revela que volume negociado saltou de R$ 8,2 bi para R$ 28 bi em quatro anos
Estudo da FGV revela que volume negociado saltou de R$ 8,2 bi para R$ 28 bi em quatro anos

A Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Rio de Janeiro) acaba de apresentar o Mapa Estratégico do Comércio, um dos mais completos estudos já realizados sobre o setor no país. O relatório, executado em parceria com a FGV, traz um diagnóstico minucioso sobre o desempenho do comércio nos últimos 10 anos, apontando as diretrizes e ações para o seu aperfeiçoamento no período 2014-2020.
Entre suas diversas revelações, o documento da Fecomércio-RJ aponta que o comércio eletrônico experimentou crescimento vertiginoso, especialmente nos últimos quatro anos, quando saltou de um patamar de R$ 8,2 bilhões em receitas, no exercício de 2008, para nada menos que R$ 28 bilhões, apurados no ano passado.
Na avaliação do relatório, no entanto, este crescimento expressivo é apenas um dos indícios do forte potencial do comércio online nos próximos anos, à medida que novas parcelas da população tenham acesso à internet e que o próprio setor de varejo intensifique os seus processos de adoção da tecnologia.
O Mapa Estratégico assinala que embora tenha crescido em 115% a penetração da internet no país, na comparação com 2003, o índice das pessoas com acesso ainda representa apenas 56% da população. Com isto, pontua o documento, pode-se esperar uma participação ainda maior das vendas online nas receitas totais do comércio que, em 2011, atingiram o patamar de R$ 2,5 trilhões, incluindo-se os negócios eletrônicos e os realizados nas lojas.
De acordo com Orlando Diniz, presidente da Fecomércio- RJ, além de dominar cada vez mais a internet como canal de oferta dos estoques e de contato direto com o cliente, o varejo nacional está avançando no uso de várias tecnologias, como o atendimento ao cliente com o apoio de terminais móveis, ligados ao estoque ou a caixa, e a aceitação de pagamentos por meio de celulares. “O Comércio brasileiro está empregando cada vez mais a gestão automatizada, através de tecnologias voltadas para o conhecimento do cliente e para o cruzamento de dados de consumo em suas estratégias de negócio”, prossegue Orlando Diniz.

Por setor

Entre os nichos comercais com presença marcante na internet, o segmento de eletrodomésticos desponta como o campeão em desempenho, respondendo por 15% das vendas online no varejo. Em seguida aparecem as áreas de informática (12%) e de Eletrônicos (8%). As vendas de Saúde & Beleza e Moda & Acessórios respondem, cada uma, por 7% dos negócios, enquanto outros 51% se distribuem por demais segmentos, como bebidas, construção, papelaria, livros etc.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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