Negociação não avança e greve segue

Em: 22 de outubro de 2013
Trabalhadores resolveram continuar com a paralisação por tempo indeterminado
Trabalhadores resolveram continuar com a paralisação por tempo indeterminado

No mesmo dia em que aconteceu o leilão do Campo de Libra, o primeiro da região do pré-sal, petroleiros que estão em greve desde a última quinta-feira (17), rejeitaram a proposta apresentada pela Petrobras para por fim ao movimento grevista. É o que informa o coordenador do Sindpetro (Sindicato dos Petroleiros do Amazonas) Acácio Carneiro. De acordo com o dirigente, a proposta apresentada pela multinacional ontem foi rejeitada por não atender às exigências da categoria. Com isso, os operários continuam de braços cruzados por tempo indeterminado. Uma nova reunião está marcada para a manhã de hoje.
Na última quinta-feira, os petroleiros paralisaram as atividades em reivindicações por melhorias sociais e salariais e em protesto contra a partilha do Campo de Libra. De acordo com a FUP (Federação Única dos Petroleiros), a empresa elevou de 7,68% para 8% o reajuste salarial dos trabalhadores da ativa, com ganho real de até 1,80%. A categoria pede 12,86%, com 5% de ganho real.
“A greve continua. A Petrobras nos fez uma proposta que nós consideramos incompleta e que não atendeu à nossa pauta de reivindicação. Já na mesa de negociações, a Federação rejeitou a proposta e encaminhou continuar a greve; e nós já passamos isso para a nossa base. Mas a Petrobras já convocou uma nova reunião para hoje de manhã e se ela trouxer uma proposta completa e a Federação indicar apreciar, nós vamos enviar nossos dirigentes para o Rio de Janeiro para participar das reuniões e trazer os indicativos”, informou Acácio.
Na última sexta-feira (18), uma reunião realizada no Ministério Público do Trabalho do Amazonas tentou definir o efetivo mínimo necessário para a manutenção dos serviços nas refinarias do Estado, mas, segundo Acácio Carneiro, por se tratar de uma pauta nacional, o encontro também foi frustrado.
“A gente queria, principalmente nos casos da Refinaria (Reman) e do Terminal que trabalham em turnos ininterruptos, atender o que a Lei diz em relação aos serviços essenciais. A alegação da Petrobras é de que nós temos uma federação e a negociação é nacional. Então, até este efetivo deverá ser negociado nacionalmente. O Ministério Público gerou um documento, que foi assinado por nós e pela Petrobras, e estamos no aguardo da negociação nacional também em relação ao efetivo. Isso é mais uma questão legal, para nós não sermos julgados no fim”, justificou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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