O desenvolvimento do setor elétrico brasileiro ocorreu suportado por usinas hidrelétricas associadas a grandes reservatórios. Alguns com capacidade de regulação plurianual do regime hidráulico. Nos anos de baixa pluviosidade, com insuficiência para atender à demanda, o fornecimento ficava assegurado por usinas térmicas. Resultou no atual modelo hidrotérmico, no qual as incertezas do regime hidráulico são solucionadas com o acionamento de geração termelétrica.
Um novo cenário se formou a partir daí. As restrições ambientais reduziram as possibilidades de grandes reservatórios. A geração de energia hidrelétrica terá de acompanhar as variações das vazões dos rios, sujeitas a grandes alterações. Mesmo em anos de pluviosidade regular, as termelétricas são acionadas, mostrando que o modelo hidrotérmico já não tem a mesma eficiência. Desde outubro de 2012, o parque termoelétrico foi acionado para minimizar risco de racionamento. Mesmo em ano de pluviosidade regular, grande parte das termelétricas opera.
Outra alteração: a geração de energia eólica se tornou viável, descortinando um potencial renovável comparável ao hidráulico, até agora o suporte maior da matriz energética nacional.
Até então, os planejadores da expansão do setor elétrico têm procurado acomodar a geração eólica como uma intrusa no modelo hidrotérmico. Participando hoje com apenas 2% da matriz de energia, foram impostas restrições à inserção da eólica nos novos leilões.
Diante disso, é necessário rever o modelo atual, permitindo um aproveitamento maior do potencial eólico. Tal modelo, que promoveria a transição do atual hidrotérmico para um futuro renovável total, maximizaria a geração eólica em complementaridade da geração hidrelétrica.
Nesse panorama, há de se considerar a energia solar fotovoltaica, com custos decrescentes à medida que passa a ser uma alternativa viável na maioria dos países europeus, Estados Unidos, China e Índia. Em grande parte, esse crescimento da opção solar fotovoltaica se dá a partir da geração em instalações nas próprias unidades consumidoras.
O desafio da geração de energia no Brasil
Em: 31 de outubro de 2013
O desenvolvimento do setor elétrico brasileiro ocorreu suportado por usinas hidrelétricas associadas a grandes reservatórios. Alguns com capacidade de regulação plurianual do regime hidráulico
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também


Com 11,4 milhões de passageiros, transporte aéreo cresce 2,5% em agosto
21 de setembro de 2026

Candidatos não podem ser presos, a não ser em flagrante, até o fim do 1º turno
21 de setembro de 2026

Samba Manaus se aproxima da despedida
21 de setembro de 2026

Candidatos não podem ser presos, a não ser em flagrante, até o fim do 1º turno
21 de setembro de 2026

Amazonas define representante para o maior campeonato de batalha de rima do Brasil
21 de setembro de 2026

Anvisa manda apreender medicamento falsificado para câncer de mama
21 de setembro de 2026

Petróleo fecha em queda com otimismo para oferta e negociações
21 de setembro de 2026