O desafio da geração de energia no Brasil

Em: 31 de outubro de 2013
O desenvolvimento do setor elétrico brasileiro ocorreu suportado por usinas hidrelétricas associadas a grandes reservatórios. Alguns com capacidade de regulação plurianual do regime hidráulico
O desenvolvimento do setor elétrico brasileiro ocorreu suportado por usinas hidrelétricas associadas a grandes reservatórios. Alguns com capacidade de regulação plurianual do regime hidráulico

O desenvolvimento do setor elétrico brasileiro ocorreu suportado por usinas hidrelétricas associadas a grandes reservatórios. Alguns com capacidade de regulação plurianual do regime hidráulico. Nos anos de baixa pluviosidade, com insuficiência para atender à demanda, o fornecimento ficava assegurado por usinas térmicas. Resultou no atual modelo hidrotérmico, no qual as incertezas do regime hidráulico são solucionadas com o acionamento de geração termelétrica.
Um novo cenário se formou a partir daí. As restrições ambientais reduziram as possibilidades de grandes reservatórios. A geração de energia hidrelétrica terá de acompanhar as variações das vazões dos rios, sujeitas a grandes alterações. Mesmo em anos de pluviosidade regular, as termelétricas são acionadas, mostrando que o modelo hidrotérmico já não tem a mesma eficiência. Desde outubro de 2012, o parque termoelétrico foi acionado para minimizar risco de racionamento. Mesmo em ano de pluviosidade regular, grande parte das termelétricas opera.
Outra alteração: a geração de energia eólica se tornou viável, descortinando um potencial renovável comparável ao hidráulico, até agora o suporte maior da matriz energética nacional.
Até então, os planejadores da expansão do setor elétrico têm procurado acomodar a geração eólica como uma intrusa no modelo hidrotérmico. Participando hoje com apenas 2% da matriz de energia, foram impostas restrições à inserção da eólica nos novos leilões.
Diante disso, é necessário rever o modelo atual, permitindo um aproveitamento maior do potencial eólico. Tal modelo, que promoveria a transição do atual hidrotérmico para um futuro renovável total, maximizaria a geração eólica em complementaridade da geração hidrelétrica.
Nesse panorama, há de se considerar a energia solar fotovoltaica, com custos decrescentes à medida que passa a ser uma alternativa viável na maioria dos países europeus, Estados Unidos, China e Índia. Em grande parte, esse crescimento da opção solar fotovoltaica se dá a partir da geração em instalações nas próprias unidades consumidoras.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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