Índice de Confiança da Indústria tem alta de 0,7%

Em: 1 de novembro de 2007
Com ajuste sazonal, o ICI ficou em 122 pontos, segundo maior resultado da série, superado apenas pelos 123,4 de julho deste ano
Com ajuste sazonal, o ICI ficou em 122 pontos, segundo maior resultado da série, superado apenas pelos 123,4 de julho deste ano

O resultado fez com que o ICI (Índice de Confiança da In-dústria) da FGV (Fundação Getulio Vargas) registrasse alta de 0,7% neste mês, com 123,4 pontos -novo recorde da série iniciada em abril de 1995.

Com ajuste sazonal, o ICI ficou em 122 pontos, segundo maior resultado da série, superado apenas pelos 123,4 de julho deste ano.

Neste mês, o ISA (Índice da Situação Atual) avançou de 126,5 para 130,7 pontos, novo recorde. Com ajuste sazonal, o índice ficou em 127,1 ponto, segundo maior resultado já registrado, abaixo dos 129,7 pontos de julho.
Já o IE (Índice de Expec-ta-tivas) recuou para 116 pontos neste mês, contra 118,6 pontos em setembro. Na série com ajuste sazonal, o índice ficou em 117 pontos -2° maior, atrás apenas dos 119,2 pontos regis-trados em julho de 2004.

O maior avanço nos últimos 12 meses foi o registrado na avaliação da situação dos negócios: entre outubro de 2006 e outubro de 2007, a proporção de empresas avaliando a situação atual dos negócios como boa dobrou de 21% para 42%. Já a parcela das que a avaliam como fraca reduziu-se de 11% para 5%.

No IE, a maior evolução ocorreu nas previsões sobre produção: das 1.095 empresas consultadas, 43% prevêem produzir mais nos próximos três meses e 11%, produzir menos (em outubro de 2006, os resultados foram 36% e 20% respectivamente).

Os resultados divulgados ao final de cada mês são preliminares, estando sujeitos a revisão num período de três meses.

Capacidade instalada

O Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci), índice mensal da FGV (Fundação Getúlio Vargas) incluída na Sondagem da Indústria de Transformação, atingiu o seu mais alto patamar em mais de 30 anos.

Segundo Aloísio Campelo Júnior, coordenador do Núcleo de Pesquisas e Análises Econômicas do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), o índice de 87% de capacidade instalada é a maior desde ou-tubro de 1976, quando foi de 89%.

Porém, a Sondagem mostra também que este alto nível de uso da capacidade não deve se refletir nos preços tão cedo. Quando perguntadas se os preços de seus produtos devem se elevar nos próximos meses, 31% das 1.095 empresas participantes disseram que sim e 6% que não.

Hora para fazer investimento

Segundo o pesquisador, fatores como o aumento dos investimentos e a pressão causada pelas importações -ajudadas pe-lo câmbio- ajudam a manter este quadro de aquecimento sem atingir o equilíbrio da inflação.

Campelo não garante que este quadro se manterá. “Tradicionalmente o Nuci cai um pouco entre dezembro e março, vol-tando a subir no segundo trimestre. Esta é a hora que o empresário tem para fazer investimentos para não se preocupar com superaquecimento no futuro”, disse.

Para isso, o governo precisa dar a sua contribuição. “Está na hora do governo dar sinais aos empresários de que eles podem investir sem medo”, explica. Os sinais, no caso, estariam ligados à volta da queda nas taxas de juros.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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