Barril alcança preço superior a US$ 94

Em: 1 de novembro de 2007
A divulgação da queda das reservas de petróleo nos Estados Unidos e o corte da taxa básica de juros, em 0,25 ponto percentual, pressionaram a commodity
A divulgação da queda das reservas de petróleo nos Estados Unidos e o corte da taxa básica de juros, em 0,25 ponto percentual, pressionaram a commodity

O preço do barril do petróleo cru regisrou alta de 4,6% na quarta-feira e fechou em recorde de US$ 94,53 em Nova York.

A divulgação da queda das reservas de petróleo nos Estados Unidos e o corte da taxa básica de juros, em 0,25 ponto percentual, pressionaram a commodity.
No final do pregão regular da Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), os contratos do barril do petróleo cru para entrega em dezembro aumentaram US$ 4,15 diante do fechamento anterior e estabeleceram um novo recorde. Próximo ao fim da sessão, o valor do barril do tipo WTI alcançou US$ 94,74.

Os preços dos combustíveis também aumentaram mais de 3% e mantiveram durante todo o pregão firme tendência de alta.

Os contratos de gasóleo de calefação para novembro, que expiraram na quarta-feira, fecharam a preço recorde de US$ 2,5078 por galão (3,78 litros), após ganharem cerca de US$ 0,08 em comparação ao valor da última terça e alcançaram um máximo de US$ 2,5218 durante a sessão.
Os contratos de gasolina para este mesmo mês finalizaram a US$ 2,34 o galão, também cerca de US$ 0,08 acima do valor do fechamento do dia anterior.

Já os contratos de gás natural para o mês de dezembro terminaram a US$ 8,33 por mil pés cúbicos, depois de aumentarem US$ 0,31.

O barril do petróleo cru fechou com preços recordes em quatro das últimas cinco sessões, com exceção da última terça, quando registrou um recuo de mais de US$ 3.

Esta forte queda foi neutralizada hoje com a tendência de alta nos preços com a informação de que os estoques de petróleo existentes nos EUA caíram 3,9 milhões de barris durante a última semana, quando o mercado esperava aumento.

A tendência de compra aumentou pouco antes de o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) anunciar a decisão de cortar as taxas básicas de juros em 0,25 ponto percentual, em concordância com o mercado.

Com as taxas de juros em queda, a tendência é de o dólar se enfraquecer diante do euro e de outras divisas, estimulando o investimento em matérias-primas que, como no caso do petróleo ou do ouro, são negociadas em dólares, afirmam os especialistas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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