Fórum aponta queda do Brasil para 72º no ranking

Em: 1 de novembro de 2007
No Ranking de Competitividade Global elaborado pelo Fórum Econô-mico Mundial, uma das referências para avaliar as condições de investimentos de cada país, o Brasil caiu do 66° para 72º lugar.
No Ranking de Competitividade Global elaborado pelo Fórum Econô-mico Mundial, uma das referências para avaliar as condições de investimentos de cada país, o Brasil caiu do 66° para 72º lugar.

De acordo com o relatório dos analistas internacionais foram classificados neste ano 131 países. O Brasil fica muito atrás dos outros três BRICs: China (34º), Índia (48º) e Rússia (58º). Na América Latina, o melhor colocado é o Chile (26º). México (52º) e Colômbia (69º) também superam a classificação brasileira na região.

O Fórum Econômico Mun-dial explicou que quando são levados em consideração apenas os 121 países incluídos no ranking de 2006, a posição brasileira mudou muito pouco, caindo da 66ª para o 68ª. Os EUA continuam sendo o país “mais competitivo”. Suíça, Dinamarca, Suécia, Alemanha, Finlândia, Cingapura, Japão, Reino Uni-do e Holanda completam o grupo dos dez melhores classificados. Chade (131º) e Burundi (130º) são os piores colocados.

“Apesar do potencial de seu grande mercado doméstico, de sua base industrial diversificada, e dos avanços significativos para melhorar a gestão das contas públicas, o Brasil continua atrás dos mercados mais dinâmicos do mundo”, disse a economista sênior para a América Latina do Fórum Econômico, Irene Maia. “Nossos indicadores mostram uma falta generalizada de confiança nas instituições públicas, atribuída à falta de ética e à ineficiência burocrática relacionadas ao Estado”.

O ranking é elaborado com base em vários indicadores e nos resultados da Pesquisa de Opinião de Executivos, realizada pelo Fórum Econômico Mundial. Neste ano, foram entrevistados mais de 11 mil executivos nos 131 países avaliados.

O Relatório de Compe-titividade Global, que inclui o ranking, salientou que o Brasil possui “várias vantagens competitivas”, como o amplo tamanho de seu mercado doméstico, sua facilidade em absorver e adaptar tecnologias do exterior e, especialmente, “o grau de sofisticação do setor empresarial e sua capacidade de inovação”.

Mas, entre os principais problemas do País, destaca-se seu elevado endividamento, que apesar de ter sido reduzido nos últimos anos, continua elevado nos padrões internacionais, contribuindo para uma baixa taxa de poupança nacional e elevadas taxas de juros. Por isso, o país ocupa apenas o 126º lugar na classificação específica para estabilidade macroeconômica.

No quesito referente à confiança do público nas instituições públicas, o Brasil também vai muito mal, na 112ª posição.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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