Mantega se mostra otimista

Em: 7 de novembro de 2013
Dados preliminares do Ministério da Fazenda indicam números melhores para a economia do país no mês do outubro, que podem resultar em superavit próximo ao da meta estabelecida no início do ano para o Governo Central
Dados preliminares do Ministério da Fazenda indicam números melhores para a economia do país no mês do outubro, que podem resultar em superavit próximo ao da meta estabelecida no início do ano para o Governo Central

Dados preliminares do Ministério da Fazenda indicam números melhores para a economia do país no mês do outubro, que podem resultar em superavit próximo ao da meta estabelecida no início do ano para o Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social). Os cálculos são do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que garantiu ontem que as contas do setor devem fechar em melhor situação, em 2013.
“Cada mês será melhor que o seguinte no resultado fiscal. Novembro deverá ser melhor do que outubro e dezembro melhor ainda. Deveremos fechar o ano com previsão para o Governo Central próxima daquela que nós estávamos trabalhando, que é um superavit do Governo Central de R$ 73 bilhões”, estima.
O ministro disse também que o governo federal tem total controle dos gastos públicos. Ele admitiu que o ano foi um pouco mais difícil por causa da atividade econômica, que está se recuperando, mas, segundo ele, ainda sofre os impactos dos resultados de 2012. Além disso, o governo teve que assumir algumas despesas excepcionais em setembro, que não devem mais se repetir.
“Por exemplo, as despesas de energia. Nós estamos subsidiando a conta chamada CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), por causa da falta de água no ano passado e da ativação das térmicas. Isso tem impactado um pouco as contas. Também as desonerações que nós demos, diminuiu um pouco a arrecadação temporariamente”, destacou.
Mantega, no entanto, avalia que estes estímulos tributários, com a redução de impostos para vários setores, vão se traduzir em “empresas mais competitivas”. Para ele, a retomada da atividade econômica que ocorre agora, vai trazer aumento de lucro e isso terá reflexo na arrecadação de impostos. “Estamos em uma fase transitória e isso será percebido já nos próximos meses”.
Para o cumprimento da meta de todo o setor público, o ministro alerta que os governos regionais também devem ter empenho melhor e lembra que o governo federal tem diminuído os repasses para Estados e municípios.

Redação

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