O Grupo Oi planeja investir no último trimestre aproximadamente 40% de todo o orçamento previsto para o ano. Dos R$ 2,1 bilhões estimados em investimentos, ao redor de R$ 800 milhões serão usados nos últimos três meses do ano. A maior parte será aplicada na expansão da planta de transmissão de dados, basicamente banda larga. A meta é praticamente duplicar das 220 atuais para 400 cidades servidas pelo serviço até o fim do ano que vem.
Os planos foram informados pelo diretor de finanças da Oi, José Luis Salazar, durante conferência para divulgação dos resultados da empresa. Ele também revelou que a empresa vai anunciar, na primeira quinzena deste mês, o projeto de entrada na tv via internet (o chamado IPTV) e na televisão via celular. O executivo não deu maiores detalhes, mas sabe-se que a operadora está buscando parcerias para prover conteúdo aos dois serviços.
O executivo explicou que a concentração de aplicação de recursos no fim do ano deve-se ao fato de que os projetos da rede de dados demoram mais tempo, num ciclo de investimento de mais longo prazo. Na prática, a decisão de ampliar empreendimentos em banda larga vem do segundo trimestre deste ano. Ele também comenta que “antes a empresa era mais de voz” e que os investimentos para esta atividade são relativamente mais rápidos Por isso, uma parte das iniciativas previstas para este ano deverá ser concluída no ano que vem. Assim, apesar de ter apresentado inicialmente um orçamento de R$ 2,4 bilhões para 2007, na prática, deverão ser executados valores próximos de R$ 2,1 bilhões.
A parcela de investimentos prevista para o último trimestre do ano não inclui os valores para o leilão de terceira geração.
Salazar explicou que o leilão vai acontecer no dia 18 de dezembro. “A gente tem interesse em participar no leilão e na tecnologia. É evolução natural na nossa rede”, disse o executivo. Ele explica que o serviço deverá ser voltado ao consumidor de mais alta renda, que usa principalmente o telefone pós-pago. O plano de negócios para a terceira geração, prossegue o executivo, ainda está sendo formatado.
De forma geral, o diretor comentou que o foco de operação no novo sistema será na área de operação do grupo -16 Estados na regiões Norte, Nordeste e Sudeste – além de São Paulo, onde a operadora poderá ingressar com a compra das sobras de serviço móvel, chamada segunda geração. Ele comentou que “a diferença de tempo será pequena para dar vantagem competitiva muito grande”, ao ser questionado sobre o fato de concorrentes poderem partir na frente na terceira geração, com a liberação para oferta em qualquer freqüência.
A Oi lucrou R$ 1,4 bilhão nos primeiros nove meses do ano, 108% acima do mesmo período no ano anterior. O crescimento decorre do aumento das receitas líquidas, que cresceram 5,4%, para R$ 13,1 bilhões, além de outros efeitos, como a redução de custos de R$ 225 milhões, a reversão de provisões trabalhistas de R$ 265 milhões, menor depreciação de ativos (um efeito de R$ 300 milhões) e gastos menores com o endividamento, por conta da valorização cambial, um impacto positivo de R$ 272 milhões.







