COPA E ELEIÇÕES

Em: 14 de janeiro de 2014
Gráficas têm chance de reverter perdas – Indústria gráfica amazonense aposta suas fichas nos maiores eventos de 2014: Copa e eleições
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Gráficas têm chance de reverter perdas - Indústria gráfica amazonense aposta suas fichas nos maiores eventos de 2014: Copa e eleições

O comércio e, sobretudo, o setor gráfico, este ano tem duas grandes chances de reverter quedas registradas em 2013. Com o Brasil sediando a Copa do Mundo, o comércio deve ter um avanço em seus volumes de vendas por conta de grandes demandas de produtos licenciados. O setor da indústria gráfica ainda conta com as eleições gerais para dar um ‘up’ em seus números que registraram baixas de acordo com o Departamento Econômico da Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica).
As previsões da Abigraf para o ano passado eram sombrias e revelaram-se ainda piores com os dados divulgados pelo IBGE. Enquanto a primeira esperava uma retração de 2,4%, o IBGE constatou uma queda de 5,6% quase o dobro do esperado. Porém este ano, o setor deve superar as baixas vendas, aproveitando as oportunidades abertas pela Copa do Mundo e eleições para presidente, senadores, governadores e deputados estaduais e federais.

Copa do Mundo e oportunidades
Com a chegada da Copa ao Brasil, o setor gráfico tem a chance de alavancar vendas, conta o diretor comercial da Rymo da Amazônia, José Marques de Almeida, “mesmo com os números da Abigraf e IBGE a tendência é subir. Os dados da Abigraf representam o total do setor e durante a Copa, contamos com produtos específicos que tem venda garantida, o que vai representar uma alta. Na parte de papel, atualmente temos 10% do consumo que é de 250 toneladas, no período de março a junho, pré-Copa teremos um aumento de 25%.”
Mesmo com boas perspectivas o setor se mantém cauteloso “os insumos ainda não foram comprados, estamos em contato com os distribuidores da Ásia e Europa e aguardando, compramos de acordo com o aquecimento do mercado. Quanto às eleições, por enquanto o momento é de esperar pelas convenções dos partidos para mensurarmos o volume, já que os partidos são quem definem as verbas por candidato” conta Almeida.

Eleições gerais 2014
Motivo para comemoração de gráficas por conta do grande volume de negócios gerado, as eleições representam a recuperação da competitividade da indústria gráfica “temos uma elevação nas vendas e todo o setor se movimenta, das grandes às pequenas gráficas, a demanda é enorme e alguns estoques se esgotam em dias,” conta Almeida.
Apesar do otimismo, o diretor comercial lembra de restrições impostas pelo código eleitoral que podem brecar alguns setores “os números são bons para quem diversifica a produção, já que alguns itens foram barrados nas campanhas. Sem o uso de outdoors e poucos brindes a serem distribuídos, o mercado vem se diversificando, apostando na comunicação visual (banners, plastificações, papéis adesivos e envelopamento automotivo) que vem registrando um crescimento de até 30%.”
As restrições impostas pelo código eleitoral, acabaram por criar novos nichos de mercado, obrigando o setor à uma modernização “sabemos que a cada ano as campanhas se focam nas mídias digitais e outras mais modernas que o papel, tentamos acompanhar essa mudança. As restrições vem causando queda nas três últimas eleições, indo de 80 para 35%, o que ainda gera grande consumo de impressos, são os pequenos municípios e Estados próximos, como Rondônia e Roraima, por serem carentes de uma boa internet,” resume José Marques.

Competidores não-tradicionais
Um serviço recente e que tem tudo para entrar com força no mercado impondo novos modelos de negócios, é o das gráficas online (web to print), serviço de baixo custo em que o cliente faz tudo pela internet: escolhe o produto, faz cotação de preço, paga e acompanha todo o processo de impressão. A diversificação ainda passa pela transição das gráficas, saindo dos modelos tradicionais e optando por se tornarem provedores de serviços de marketing e a personalização de produtos em pequenas quantidades, como material escolar e adesivação de paredes e móveis.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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