Governo definirá ainda neste mês regras para limitar tarifas

Em: 7 de novembro de 2007
“Essas regras vão dar mais instrumentos aos consumidores para defender seus direitos e comprar os valores cobrados pelas diversas instituições”
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“Essas regras vão dar mais instrumentos aos consumidores para defender seus direitos e comprar os valores cobrados pelas diversas instituições”

Após três meses de debates, o governo deverá baixar ainda neste mês regras para obrigar os bancos a padronizar a nomenclatura e limitar o número de tarifas bancárias. Além disso, os contratos deverão conter informações claras sobre as taxas cobradas pelos bancos na oferta de crédito além dos juros, como a taxa de abertura de crédito, por exemplo “Essas regras vão dar mais instrumentos aos consumidores para defender seus direitos e comprar os valores cobrados pelas diversas instituições”, afirmou o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.

O secretário confirmou que as regras deverão ser baixadas no próximo dia 27, pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Barbosa apresentou hoje as propostas ao grupo formado para estudar a evolução das tarifas bancárias dentro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara.
A padronização dos nomes de tarifas não significa tabelamento de valores, pois os preços finais continuarão livres.

O objetivo é definir cada serviço que pode ser tarifado e, dessa forma, permitir aos clientes comparar o que cada instituição cobra.

Os bancos também serão obrigados a fornecer anualmente um extrato das tarifas aos seus clientes para que eles saibam o quanto é gasto por ano com as cobranças. As instituições financeiras ainda terão de apresentar, separadamente, em seus balanços contábeis as receitas obtidas com a cobranças de tarifas às pessoas físicas e os recursos vindos de prestação de serviços, como recebimento de contas de água, luz e tributos, hoje incluídos num mesmo item.

Outra medida, esta ainda em fase final de estudos, é substituir a taxa cobrada para quitação antecipada de um empréstimo por uma taxa de desconto que seria proporcional ao tempo restante de pagamento.
Segundo Barbosa, a idéia é também limitar o número de tarifas cobradas; se os bancos quiserem criar outras, terão que pedir autorização ao Banco Central.

Hoje, não há regulamentação para a cobrança de tarifas. No entanto, há um mês, antecipando-se a essa possibilidade, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos ) lançou em seu site o serviço “Star” pelo qual os usuários podem comparar preços de tarifas de um certo grupo de bancos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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