Inpa cria prédio para artigos radioativos

Em: 20 de abril de 2014
Com a inauguração do Pamrad, Inpa torna-se referência no Norte do Brasil neste tipo de armazenamento
Com a inauguração do Pamrad, Inpa torna-se referência no Norte do Brasil neste tipo de armazenamento

O Inpa/MCTI (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) inaugura a estrutura física do Pamrad (Prédio de Armazenamento para Materiais Radioativos). Este é o primeiro prédio da região Norte com capacidade de armazenagem inicial de materiais e dejetos radioativos inerentes às atividades de pesquisas nos laboratórios do Instituto que utilizam substâncias radioativas (os chamados radionuclídeos) em quantidades superiores aos limites de isenção especificados em norma própria da Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear).
Com a inauguração do Pamrad, o Inpa torna-se referência no Norte do Brasil neste tipo de armazenamento, garantindo o confinamento seguro desses materiais radioativos pelo tempo necessário à proteção do homem e do meio ambiente.
Para o diretor do Inpa, Adalberto Luis Val, o Serviço de Radioproteção no instituto é uma ferramenta de vital importância à disposição dos pesquisadores do Inpa para continuarem a ser competitivos na fronteira do conhecimento científico. “Organizar e manter um Serviço de Radioproteção no Inpa é mais um avanço da instituição que definitivamente se consolida por meio de ferramentas de última geração no estudo da biodiversidade amazônica”, disse Val.
O prédio da Pamrad atenderá às necessidades dos diversos grupos de pesquisas de diferentes laboratórios do instituto, que já manifestaram a intenção de trabalhar com materiais radioativos ou equipamentos emissores de radiação ionizante em suas pesquisas. Desse modo, esses laboratórios passarão a ser denominados, futuramente, de Instalações Radiativas licenciadas pela Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear).
Dejetos radioativos são materiais produzidos em laboratórios, hospitais, usinas nucleares, centros de pesquisas, entre outros, e que não têm mais utilidade (mas que podem às vezes ser reciclados) e não podem ser “jogados fora” ou “no lixo”, por causa das radiações perigosas que emitem.
A técnica em Materiais Radioativos do Inpa e supervisora técnica do Serviço de Radioproteção, Zenaide Aparecida Figueiredo, explica que a construção do prédio teve um custo de R$ 444.100,00, recursos oriundos do Projeto Grandes Vultos. O prédio foi projetado obedecendo às legislações e normas nacionais e internacionais, como da própria Cnen e da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).
Conforme Zenaide, o prédio possui uma arquitetura própria para a sua finalidade: as paredes possuem espessuras específicas, cantos arredondados, o piso foi concebido com uma base diferenciada de modo que não permita infiltrações, e as pinturas foram feitas com tintas especiais.
“O prédio também possui um sistema de contenção de água servida próprio e diferenciado. Não será descartado nenhum tipo de material radioativo no meio ambiente, ficando retido no próprio Inpa”, explica a técnica.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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