Paulo Nogueira Batista, diretor-executivo do FMI (Fundo Monetário Internacional) para o Brasil, criticou a postura dos países desenvolvidos em relação ao livre-comércio. Para ele, países europeus e Estados Unidos pregam o livre-comércio, mas quando lhes convêm, adotam protecionismo seletivo.
“Estamos observando que a doutrina é uma e a prática é outra. O que cabe a países como o Brasil é observar o que os países desenvolvidos fazem e não o que eles recomendam que seja feito”. Paulo Nogueira Batista fez referência ao tema quando comentou a proposta de criação de um fundo soberano do país, que seria composto pelo excedente das reservas internacionais.
Ele disse que os Estados Unidos e a Europa estão criando redes de proteção a fundos soberanos de países emergentes, como China e Rússia. “Eles (os países desenvolvidos) têm receio que as empresas locais passem a ser controladas por países emergentes”, disse.






