Inflação acelera e fecha em alta de 0,3%

Em: 7 de novembro de 2007
O INCC subiu 0,51% em outubro, mesma variação registrada um mês antes. O índice relativo a Ma-teriais subiu 0,94%, contra 0,79% em setembro. O grupo Serviços também avançou, de 0,42% para 0,49%.
O INCC subiu 0,51% em outubro, mesma variação registrada um mês antes. O índice relativo a Ma-teriais subiu 0,94%, contra 0,79% em setembro. O grupo Serviços também avançou, de 0,42% para 0,49%.

Pressionados pelos alimentos, a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), referência oficial de preços, acelerou e cresceu 0,3% em outubro -no mês anterior, havia ficado em 0,18%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Nos últimos 12 meses, o acumulado chega a 4,12%, próximos aos 4,15% verificados no mesmo período anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação medida pelo IPCA tem registrado queda desde agosto, quando chegou a ficar em 4,18%.

A pesquisadora do IBGE Eulina dos Santos afirmou que a tendência para novembro nesta base de comparação é de queda. “Não se tem previsão de alta forte. Não há evidência quanto a isso. A taxa dos últimos 12 meses tende a continuar caindo”, afirmou.

Contribuição individual

As frutas tiveram alta de 7,05% e foram responsáveis pela maior contribuição individual. Segundo o IBGE, os produtos sazonais exerceram pressão sobre o índice.
Eulina explicou que, em novembro, as recentes chuvas deverão causar menor impacto sobre os alimentos, diminuindo a pressão sobre os preços. A queda de tarifas de energia no Rio, aprovada ontem, também deve contribuir para uma menor pressão em novembro. Segundo ela, a contribuição do setor têm forte peso sobre o índice.
Os produtos não-alimentícios aceleraram de 0,11% em setembro, para 0,24% em outubro. O grupo vestuário também subiu, passando de 0,45% em setembro, para 0,72% em outubro, em função, segundo o IBGE, da nova coleção de roupas e calçados no mercado.

A gasolina também pressionou o IPCA, com alta de 0,36% em outubro. No mês anterior, apresentara queda de 0,79%. Já o álcool teve queda média de 0,9%. Houve redução em todas as regiões pesquisadas, com exceção de Belém, que anotou alta de 0,21%, e Goiânia, com elevação de 20,42%. Segundo Eulina, a alta em Goiânia é conseqüência de alta de impostos na região.

Os remédios subiram 0,36% em outubro, registrando nova alta, depois dos 0,22% de setembro. O cimento subiu 6,46% e as tarifas de telefone fixo tiveram variação positiva de 0,11%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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