Futebol é com elas

Em: 27 de junho de 2014
Mulheres mostram que o esporte não é apenas preferência entre os homens
Mulheres mostram que o esporte não é apenas preferência entre os homens

Foi-se o tempo em que só homens tinham e torciam por times de futebol. Alguns até choram por essa paixão. Agora, cada vez mais mulheres seguem o mesmo caminho do gosto pelo “onze contra onze” e não têm vergonha de gritar desesperadas pelo seu time do coração, chamar palavrões se não concordam com alguma marcação do juiz e, pasmem, até entender as regras.
A jornalista Olívia de Almeida começou a gostar de futebol ainda criança, brincando com o irmão mais velho, depois seguiu o pai, um adorador do futebol. “Ele é um verdadeiro crítico do assunto, trocamos opiniões sobre os jogadores, técnicos, narradores, comentaristas e até sobre a qualidade das coberturas dos jogos entre as emissoras”, contou.
Olívia torce pelo Flamengo e disse chamar muitos palavrões quando está assistindo aos jogos do seu time, “por isso prefiro assistir em casa, para não passar constrangimentos”, brinca. Sobre suas paixões na seleção brasileira, dois da linha de frente: Fred e Hulk. “Acho eles bonitos, interessantes”, riu. E, como uma olheira, observa minuciosamente os jogadores das outras seleções. “Em todas as seleções têm alguns tipos interessantes, dos que lembro agora, o Gerard Piqué, da Espanha; o Gonzalo Higuaín, da Argentina; o Claudio Marchisio e o Daniele De Rossi, da Itália”, escalou.

Corinthiana apaixonada
Angeline Lima é supervisora de marketing e começou a gostar de futebol em 1999 depois de assistir a um jogo entre Corinthians e Grêmio. Naquele ano o time paulista se consagrou tricampeão brasileiro numa final contra o Atlético Mineiro. Depois disso, lógico, o coração de Angeline virou corinthiano. “Minhas amigas dizem que não é muito recomendado ver jogos do Corinthians comigo, pois sempre que fazem um gol grito demais e fico pulando. Porém, acredito que a maior loucura, por enquanto, foi ver o Corinthians na torcida rival. Já os palavrões, chamo muitos e estou tentando me controlar, mas nos jogos da Copa não tem como”, achou graça.
Na seleção brasileira, apenas um foi escolhido por Angeline como o mais bonito: Oscar, e aproveitou para comentar sobre os demais. “Também ver o Cristiano Ronaldo pessoalmente fez toda diferença, mas tem o Casillas, apesar de não ter atuado muito bem nessa Copa, e o Piqué, que também já foi embora. Ambos entram com louvor nessa lista. São todos bonitos e acho bacana a elegância com que dão as entrevistas após os jogos”, afirmou.

Seleção feminina
para escanteio
Bruna Alencar é bacharel em turismo. Como Olívia, gosta de futebol desde criança, e como Angeline, seu time é o Corinthians do qual passou a gostar por causa de um jogador. “Era fã do Marcelinho Carioca e até assinava a revista Placar para saber primeiro sobre ele, e depois sobre o time”, lembrou.
“Quando estou assistindo a um jogo, levanto toda hora e, dependendo da situação, grito e chamo muitos palavrões. Por conta disso, evito assistir aos jogos em público”, riu.
Seu escalado na seleção brasileira foi o goleiro Júlio César, não tanto pela beleza e pelo talento sob o gol, mas principalmente pelas pernas, da mesma forma que admira as pernas de tantos outros jogadores que poderiam formar uma seleção. “Michael Ballack, Pirlo, Piqué, Casillas, De Rossi, Fábregas, Gerrard, Xabi Alonso, Orestis Karnesis, e alguns da seleção da Croácia”, pra completar a lista.
Quanto às regras do futebol, o grande X da questão para a quase totalidade das mulheres, elas arriscam. “Acho que entendo grande parte, é automático, de tanto assistir sei quando é falta, escanteio, tiro de meta, pênalti e até o impedimento”, apitou Olívia; “com certeza, conheço todas”, assegurou Angeline; “digamos que eu entenda 80%. Ninguém é perfeito”, concluiu Bruna.
E, se restam dúvidas, sobre se as três torcedoras gostam mesmo de futebol por causa do jogo ou pelos jogadores, vejam o que elas responderam sobre a seleção feminina de futebol. “Acompanho mais a masculina mesmo”, disse Olívia; “de vez em quando, zappeando pelos canais, se vejo o jogo das meninas, paro e assisto”, falou Angeline; “não acompanho muito os campeonatos femininos”, completou Bruna.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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