Crianças, esses pequenos seres que fazem a alegria de qualquer ambiente onde estejam são a projeção do futuro, os homens (e mulheres) que um dia comandarão o mundo. Talvez, por isso, esse medo inconsciente dos pais, quando eles se viciam nas modernidades, como a internet, por exemplo. Todo vício é perigoso, pode levar para o mau caminho, e qual pai quer seu filho seguindo pelo mau caminho?, porém, toda proibição é detestada. O que fazer, então? A melhor maneira de se ensinar os filhos não é com imposições ou ordens. É dando bons exemplos.
A professora universitária Liége Albuquerque aprendeu a ler com cinco anos de idade e desde então se tornou uma apaixonada pela leitura que, entre outros fatores, foi uma das responsáveis por fazê-la chegar até aonde chegou profissionalmente, por isso tanto interesse em que a filha Catarina, que também aprendeu a ler com cinco anos e agora está com seis, siga os seus passos. “Quando a Catarina estava na minha barriga eu já lia historinhas infantis pra ela. Quando ela nasceu continuei, com um diferencial. Passei a fazer teatrinho, interpretando cada personagem. Quando ela aprendeu a ler, no ano passado, foi a minha maior alegria. Continuo a ler e fazer teatrinho para ela, mas hoje Catarina já consegue ler seus próprios livrinhos infantis, e até agora, felizmente, não se viciou em internet. Prefere brincar com suas bonecas e ler seus livros. Tomara que continue sempre assim”, brincou.
Nada de Facebook
Irapuan Santos é militar e, portanto, impõe ao filho uma disciplina rígida, com obediência e horário para tudo. “Desde pequeno foi assim, manda quem pode e obedece quem tem juízo, mas com o tempo a pessoa aprende que isso é para o próprio bem dela. Com o meu filho, Flávio, 13 anos, é assim”, contou Irapuan. Flávio joga futebol na escola, anda de bicicleta, pratica natação, gosta de ler os livros didáticos e “os que eu dou pra ele, principalmente sobre futebol e carros, que ele adora”. Liberdade na internet, nem pensar. “Ele tem um celular, mas só leva para o colégio quando eu autorizo e mais, se ultrapassar os limites do bom comportamento, a primeira coisa que eu corto são os games que ele joga no celular”, falou. Mas se Flávio for um bom garoto, tem certeza que pode contar com o pai sempre que for preciso. “À tarde, quando ele chega do colégio, já almoçou, então, vai dormir. Quando acorda, pode brincar no game, um jogo de RPG, que ele gosta de jogar, até a hora de ir pro treino de futebol. Nada de Facebook. Só Instagram, para enviar fotos. Games são jogos e jogos viciam. Ele tem que jogar apenas para se divertir, e não pra se viciar. Precisa viver a vida de forma mais livre, e não grudado à tela de um computador”, disse.
Ópera aos cinco anos
Neiva Ramos, por sua vez tem um filho adulto, morando na França, e ainda é mãe de duas crianças, Joaquim de cinco anos, e Laura, de dez. “O Joaquim estuda inglês e alemão, gosta de desenhar e é apaixonado por ópera. Todas essas músicas ‘tranquilas’ ele gosta de ouvir, além de ler, claro. Já o negócio da Laura é mesmo a leitura. Ainda mais que a tia dela é coordenadora editorial da Editora Valer, então, todo livro infantil que é lançado ela traz para Laura. É o presente que ela mais gosta de ganhar, livros”. O casal de filhos de Neiva são aqueles chamados de “caseiros”. “Não sei se porque onde eu moro não tem quase crianças, os dois vivem mais dentro de casa, mas eles não gostam mesmo de estar na rua, nem em shoppings. Com internet, eu nem me preocupo. Além de eu não deixar eles à vontade, para mexer, eles não gostam mesmo. A Laura que ainda entra na web, para pesquisar assuntos da escola dela, mas quando não está lendo, está brincando com suas bonecas”, contou.
O próprio Bill Gates falou, “meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever, inclusive a sua própria história”.






