A partir da percepção de que o mundo funciona em rede, a monja Coen Sensei fez palestra para um público selecionado, em Manaus, na última semana, apresentando seus conhecimentos sobre liderança e um perfil corporativo, colaborativo e integrado no ambiente de trabalho. A Monja Coen, como é conhecida, veio a Manaus a convite do IEL-AM (Instituto Euvaldo Lodi).
O líder, segundo Coen, é aquele que serve, cuida e compreende as pessoas com quem está trabalhando. Quando o líder perde a capacidade de liderança, geralmente a equipe começa a se desmembrar. Porém, depende da gestão coordenada deste grupo de trabalho que vive em rede e que por viver em plena integração pode contribuir para que o líder retorne ao seu equilíbrio ou espere a chegada de um novo dirigente.
“Não é só o líder que faz com que a equipe esteja unida. O maestro tem que fazer com que todos os instrumentos toquem, tem que compreender o som de cada um, a importância de cada um na orquestra e qual o momento em que cada um entra na melodia para ser harmoniosa, mas ele também é vulnerável às crises. Podemos mudar para construir equipes vencedoras que possam tocar suas atividades até que o líder retorne, até que o maestro possa reger a orquestra novamente”, comparou a palestrante.
De acordo com Coen, que é monja da religião budista, todo ser humano vive em rede, daí a necessidade de trabalhar uma cultura de comunicação e compreensão com as partes de constante contato. “Essas habilidades visam alcançar equilíbrio nos relacionamentos pessoais e profissionais. Somos a própria rede da vida. Estamos conectados uns aos outros. Pertencemos a um único corpo, o corpo vida do planeta Terra. E é por isso que não podemos existir sozinhos”.
A proposta da monja foi estimular o cérebro com pensamentos positivos para alcançar o sucesso, o que levará a uma produção melhor. Neste processo, segundo Coen, é importante a capacidade de entender a outra pessoa, de compreender a realidade que está vivendo e não impor a sua própria realidade. Mas o início desta nova forma de agir se dá com a mudança da maneira de como se relacionar.
Coen citou estudos científicos sobre o livre arbítrio nos quais os cientistas apontam que o homem possui apenas 5% de autonomia para mudar o modo de ser e que os outros 95% são determinados pela genética e pela experiência de vida.
“Herança genética e experiências de vida influenciam 95% no modo de como vou responder ao mundo, determinam minha maneira de agir, mas temos 5% de possibilidade de mudança e é neste percentual que temos que trabalhar”, disse a monja.
Para atender às mudanças necessárias na busca de uma produção melhor é fundamental o conhecimento próprio, bem como o conhecimento da capacidade do parceiro ao redor. As mudanças de paradigmas, de ver a realidade, é que fazem as grandes transformações nas organizações e nos relacionamentos.
Programas de inovação e estágio
A superintendente do IEL Amazonas, Kátia Meirielle, abriu a programação, realizada no Auditório Gilberto Mendes de Azevedo, no Sesi, celebrando os 44 anos do IEL, transcorridos no dia 18 de setembro. Kátia destacou alguns programas de inovação, estágio e carreira, e educação para o mundo e para o mercado, sendo todos eles desenvolvidos com foco no empreendedor, executivo e estudante.
“Temos trazido nomes de excelência que rompem paradigmas da capacidade e conhecimento de nossos clientes. Escolhemos a monja Coen por sua experiência, serenidade e forma de trabalhar.
A palestra “Desenvolvimento empresarial: meeting interser” com a monja foi surpreendente”, avaliou Meirielle. A próxima palestra promovida pelo IEL será no dia 27 de novembro, com a coaching Roberta Monzini.






