A União Européia reduziu na sexta-feira suas previsões de crescimento para 2008 e 2009, alegando que a alta nos preços do petróleo (que se aproximam dos US$ 100 por barril) e a turbulência nos mercados financeiros, causada pela crise das hipotecas de risco nos Estados Unidos afetarão o desempenho do bloco.
De acordo com a Comissão Européia (o órgão executivo da UE), a economia deve crescer 2,4% em 2008 e 2009 contra 2,9% neste ano.
Para a zona do euro, a expectativa da comissão é de que a economia cresça 2,2% em 2008 e 2,1% em 2009, contra uma previsão de expansão de 2,6% neste ano.
“As nuvens certamente se acumularam no horizonte com a turbulência nos mercados financeiros, a desaceleração nos Estados Unidos e os preços em elevação do petróleo”, disse o responsável de Assuntos Econômicos e Monetários da Comissão Européia, o espanhol Joaquín Almunia. “Como resultado, o crescimento econômico está ficando mais moderado e os riscos de baixa claramente aumentaram”.
Almunia disse ainda que o “sólido crescimento mundial e os fundamentos econômicos robustos” limitaram os efeitos prejudiciais da crise sobre a UE e que a inflação na região deve permanecer moderada, “mas os riscos estão aumentando”.
Em comunicado, a comissão avalia que a desaceleração na economia americana foi “mais aguda que o esperado”. Mesmo assim, a expectativa é de apenas uma desaceleração cíclica, não uma recessão.
Entre 2007 e 2009, a expectativa da UE é de criação de oito milhões de postos de trabalho, que se somarão aos 3,5 milhões criados em 2006. Só em 2007, a comissão prevê a criação de 3,6 milhões de empregos, dos quais 2,3 milhões correspondem à zona do euro.
O desemprego deve recuar para 6,6% na zona do euro e 7,1% na UE no final do período (taxas mais baixas dos últimos 15 anos), segundo as previsões da comissão.






