Chávez, em tom irônico, chama Luiz Inácio de “magnata petroleiro”

Em: 10 de novembro de 2007
O presidente Hugo Chávez chamou Luiz Inácio de “magnata petroleiro” e disse que Brasil e Venezuela deveriam se unir
https://www.jcam.com.br/brasilmundo2_cad3_1211.jpg
O presidente Hugo Chávez chamou Luiz Inácio de “magnata petroleiro” e disse que Brasil e Venezuela deveriam se unir

Em Santiago, onde participa da Cúpula Ibero-Americana, o presiden­te venezuelano fez várias referên­cias, em tom irônico, ao anúncio feito na última quinta-feira pelo governo brasileiro sobre a existência de novos campos de petróleo, que ampliam em mais de 50% as reservas totais no país.
“O Brasil agora pode ingres­sar na Opep (Organização dos­ Países Exportadores de Pe­tróleo) com esta grande quantidade que conseguiu”, afirmou Chávez. “Se é que isso é certo. Oxalá!”, completou.

Em outro momento do discurso, Chávez propôs a criação de uma empresa conjunta, que já batizou de Petroamazonia, a exemplo de outras empresas que já existem na Venezuela.
“Lula, agora que tu és um magnata petroleiro, que o Bra­sil tem tanto petróleo, te proponho que juntemos esses mecanismos de cooperação com países que não têm petróleo, com países que não têm possi­bilidade de pagar US$ 100 o bar­ril”, afirmou.

O assessor especial da Pre­­­sidência para Assuntos Inter­nacionais, Marco Aurélio Gar­cia, disse que a criação de uma empresa para vender petróleo subsidiado não está em discus­são no governo bra­sileiro. “Não­ tem nenhum sen­tido”, afir­mou.

Garcia disse que o discurso do presidente venezuelano foi “uma forma simpática” de tratar do assunto e que, mesmo com a novas reservas, o Brasil não será um concorrente para a Venezuela em termos de pe­tróleo.
O discurso do presidente Chá­vez durou 25 minutos e aca­bou sendo o último da sessão de discursos da manhã.
A presidente do Chile e pre­sidente da reunião, Michele Ba­chelet, encerrou a sessão para o almoço oficial e não informou se os demais presidentes inscritos para falar teriam oportunidade de fazê-lo durante a tarde ou no sá­bado.

O presidente Lula pretendia falar sobre os programas sociais do governo, defendendo, ao mesmo tempo, a política macroeconômica adotada nos últimos anos, afirmando que ela permitiu o crescimento econômico e a geração de empregos.

O assessor especial da Pre­­­sidência para Assuntos Inter­nacionais dis­­­­se que o presidente Luiz Inácio de­ve falar sobre o assunto em ou­tro momento, provavelmen­te num discurso mais longo do que os cinco mi­nutos que haviam sido preparados para a sessão que foi reali­za­da pela manhã.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar