Lideranças da indústria entregaram ao governador, documento com pleitos ao modelo ZFM
Lideranças empresarias amazonenses entregaram ao governador José Melo, na noite de ontem (5), um documento, assinado pelas entidades industriais, que contemplava os principais pleitos do setor para o modelo ZFM (Zona Franca de Manaus). A entrega aconteceu durante a primeira Reunião Ordinária da Diretoria da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) de 2015, que reuniu representantes dos setores produtivos, indústria e comércio.
Segundo o presidente da entidade, Antonio Silva, entre as principais reivindicações da classe industrial amazonense estão incluídas uma maior autonomia da Suframa, qualificação técnica e educacional e a resolução de velhos problemas de infraestrutura, logística, transportes, energia e comunicações. De acordo com o documento, “a prorrogação da Zona Franca, por si só, não é passe de mágica para resolver problemas agudos, antigos e crônicos, deste que é o maior e melhor arranjo tributário/operacional de renúncia fiscal para redução das desigualdades regionais do país”.
Além disso, a carta lembra que em menos de 50 anos, A Zona Franca de Manaus criou o terceiro PIB industrial do Brasil que cumpre a façanha de devolver para a União mais de 54% da riqueza que produz.
Uma das propostas apresentadas pelas entidades para minimizar as mazelas do Polo Industrial de Manaus, é mobilizar, de imediato, os governadores e parlamentares da Amazônia Ocidental, incluindo Macapá/Santana, nas Áreas de Livre Comércio, para formar uma força política que possa resgatar a autonomia da Suframa, reivindicar soluções aos entraves do PPB, as verbas de P&D, das Taxas recolhidas pela autarquia, os incentivos fiscais para o comércio e setor primário, entre outras demandas para prover infraestrutura e assegurar o respeito à Legislação Constitucional e ordinária que dá respaldo à Zona Franca de Manaus.
Assinam o documento: Antônio Silva – presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas); José Roberto Tadros – presidente da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas); Muni Lourenço Silva Júnior – presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas); Ismael Bicharra Filho – presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas) e Wilson Luiz Buzato Périco – presidente do Cieam.
Compromisso
Na ocasião, o governador reafirmou que o modelo Zona Franca de Manaus terá prioridade na política econômica durante os próximos quatro anos e apresentou seus planos e projetos à frente do executivo estadual. Melo afirmou que levará algumas das reivindicações dos empresários locais à presidente Dilma Rousseff, entre elas a expansão da ZFM à Região Metropolitana.
Melo prometeu que vai batalhar para que o projeto retome à pauta em Brasília. Com a Zona Franca na Região Metropolitana. O governador acredita que Itacoatiara e Manacapuru devem receber grandes investimentos da iniciativa privada. Em Itacoatiara, a proposta é instalar o novo posto da indústria amazonense. Outro pleito garantido pelo governador uma maior liberdade para a Suframa –que hoje tem os recursos contingenciados.
Além disso, ele prometeu fortalecer a piscicultura e a fruticultura no interior do Estado. “Com o Banco do Povo, o governo vai facilitar a concessão de crédito para atender aos pequenos negócios”, disse. Para o presidente da Fieam, Antonio Silva, apesar das dificuldades pelas quais a economia brasileira vem passando, a classe produtiva amazonense acredita que as medidas anunciadas ontem pelo governador José Melo poderão manter os níveis de empregos e geração de renda no Amazonas.
“Ouvimos as propostas do executivo estadual para que a gente possa desenvolver nosso Estado no que diz respeito ao comércio e indústria. As dificuldades são grandes no eEtado brasileiro como um todo. Estamos esperançosos de que possamos, aqui no Amazonas especificamente, nos focar na geração de emprego e renda”, finalizou Silva.
Lucas Câmara
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