Bolsa de Nova York fechou em alta forte, em dia de ganhos com ações na Ásia e na Europa
A Bolsa de Nova York fechou em alta forte, em dia marcado por ganhos nos mercados de ações da Ásia e da Europa, altas dos preços do petróleo e outras commodities e expectativa de que o Federal Reserve vá demorar mais para começar a elevar as taxas de juro de curto prazo. O mercado fechou em alta pela quinta sessão consecutiva, o que não acontecia desde dezembro do ano passado; nessas cinco sessões, o índice S&P-500 avançou 5,6%.
Com a alta de hoje, o índice Nasdaq voltou a acumular alta desde o começo de 2015 (ganho de 0,95%; o Dow Jones acumula uma queda de 5,97% e o S&P-500, uma baixa de 3,49%).
A expectativa de que o Fed mantenha as taxas de juros próximas de zero por mais alguns meses cresceu na sexta-feira, depois da divulgação de indicadores fracos do nível de emprego em setembro. Isso fez crescer o apetite dos investidores por risco, resultando em alta do dólar diante do iene e em queda dos preços dos títulos do Tesouro.
“O mercado está dando continuidade à alta de sexta-feira”, disse Bill Nichols, da Cantor Fitzgerald, referindo-se à reação do mercado aos dados do nível de emprego em setembro. Para Jonathan Sudaria, do London Capital Group, “o fim de semana deu aos traders tempo para digerir os números fracos do emprego divulgados na sexta-feira e parece que voltamos ao ‘más notícias são boas notícias’ para o mercado de ações”.
Dois índices de atividade dos gerentes de compras (PMI)s) referentes ao setor de serviços foram divulgados hoje nos EUA: o da Markit caiu a 55,1 em setembro, de 56,1 em agosto; o do ISM caiu a 56,9 em setembro, de 59,0 em agosto; os economistas previam 57,7. Nenhum indicador foi divulgado na China, mas o Banco Mundial rebaixou sua expectativa para o crescimento do PIB do país em 2015 para 6,9%, de 7,1% na previsão anterior; isso alimentou a expectativa de que o governo chinês adote novas medidas de estímulo à economia. Outros participantes do mercado citaram a notícia da aprovação do acordo de livre comércio Parceria Comercial do Pacífico (TPP), entre os EUA e outros 11 países da Ásia e da América, como um fator adicional para otimismo.
Entre as componentes do índice Dow Jones, o destaque foi General Electric, com alta de 5,30%, depois de o Trian Fund Management, do investidor Nelson Peltz, dizer que sua participação na empresa aumentou para cerca de US$ 2,5 bilhões.
As ações da Alcoa, que abre extraoficialmente a temporada de divulgação dos balanços do terceiro trimestre na quinta-feira, avançaram 9,35%. Outras ações de empresas cujo desempenho tende a acompanhar o comportamento da economia também tiveram altas fortes, como Caterpillar (+5,30%) e DuPont (+4,10%). No setor de saúde, as ações da Tenet Healthcare subiram 3,6%, em reação a informes de que a empresa estaria se recuperando; no setor de tecnologia, as ações da Twitter subiram 6,99%, depois de a empresa confirmar que Jack Dorsey será seu novo executivo-chefe. Os ADRs da mineradora suíça Glencore subiram 11,98%, acompanhando a alta forte das ações da companhia em Londres; as ações do setor de petróleo também subiram, acompanhando os ganhos dos preços do produto (Chevron +3,04%, Halliburton +8,33%).
O índice Dow Jones fechou em alta de 304,06 pontos (1,85%), em 16.776,43 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 73,48 pontos (1,56%), em 4.781,26 pontos. O S&P-500 fechou em alta de 35,69 pontos (1,83%), em 1.987,05 pontos.
Europeias fecham em alta, com a expectativas de estímulo
As bolsas europeias encerraram o dia em forte alta, impulsionadas por ganhos em ações de mineradoras e petroleiras, que refletiram o aumento dos preços das commodities. Os contratos futuros de cobre e petróleo, entre outras matérias-primas, subiram em meio a expectativas de que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, adie a elevação dos juros -o que também abre espaço para o aumento dos estímulos por parte do BCE (Banco Central Europeu). O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 3,01%, o maior ganho porcentual desde agosto, e fechou aos 358,33 pontos. A divulgação de dados decepcionantes do mercado de trabalho nos EUA na sexta-feira, sugerindo que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pode adiar o aumento das taxas de juros para 2016, deu fôlego aos mercados acionários. Além disso, aumentaram as esperanças dos investidores de que o BCE amplie o relaxamento quantitativo, injetando estímulos no mercado da zona do euro. Na sexta-feira, o Departamento do Comércio norte-americano informou que o número de postos de trabalho criados nos EUA em setembro aumentou 142 mil, bem abaixo da previsão de analistas de alta de 200 mil. A mudança nas expectativas sobre a política monetária do Fed deu sustentação ao rali nos preços do petróleo e das commodities, já que taxas de juros mais baixas são vistas como favoráveis para esses ativos.







