A lista de material escolar, um gasto inevitável para muitas famílias no inicio de cada ano letivo, ficou menos oneroso para funcionários de empresas que aderiram ao convênio com livrarias, papelarias e lojas de artigos escolares. A compra é feita de forma coletiva, com descontos de até 30% no valor da compra, parcelado em cinco vezes na folha de pagamento de fevereiro, com vencimento da primeira parcela em março. Também existem empresas que promoveram atividades motivacionais e concursos internos que premiaram os vencedores custeando 100% da lista de material escolar deste ano. Esta é uma forma do empregador auxiliar seus empregados à organizarem suas contas no início do ano, onde a incidência de tributos e gastos com o período de festas e férias são elevados.
Como e economizar é a palavra de ordem, em tempo de crise econômica no país, mas nem sempre é possível sozinho, mas com a ajuda de empresas por meio de compras coletivas, tudo fica mais em conta. Em Manaus, o Laboratório Sabin auxilia na compra de material escolar de seus funcionários. A Moto Honda da Amazônia, também mantém convênio com livrarias, papelaria e lojas de artigos escolares para facilitar a compra de seus sete mil funcionários diretos.
A gerente de RH (Recursos Humanos) do Laboratório Sabin-Manaus, Raquel dos Santos Ribeiro, relata que a empresa há dois anos vem auxiliando seus funcionários na hora da compra do material escolar. Além de ter a tranquilidade em escolher os produtos com o melhor preço pesquisado no mercado, obter descontos até 30%, também é possível parcelar em até cinco vezes na folha de pagamento. “Nós negociamos com os fornecedores a compra dos materiais e conseguimos redução de até 30% para nossos funcionários”, informou.
Para Eryka Danyelly a compra de material escolar, através da empresa, além de ajudar a economizar também é uma forma de organizar as contas de começo de ano, sem ter que recorrer a outras formas de financiamento. “Todo início de ano, tem aquelas contas fixas para pagar, como o IPVA do carro, despesas com cartão de crédito referente às compras de Natal e Ano Novo e as férias que tiro em fevereiro. Essa ação da empresa vem na hora certa. Traz uma tranquilidade, porque eu só vou pagar a primeira parcela depois que voltar das férias, em março”, disse Eryka, mãe de três filhos e coordenadora de RH do Laboratório Sabin-Manaus.
Caderno, lápis, borracha, apontador, massinha de modelar, giz de cera e cola, são apenas alguns itens da lista de material escolar que a P&G (Procter & Gamble do Brasil S.A.), empresa multinacional do polo isqueiros, canetas e barbeadores descartáveis instalada no Distrito Industrial de Manaus irá custear, na forma de prêmio, os vencedores do concurso “Faça a Coisa Certa Para Seus Pais”, uma iniciativa que motivou tanto os funcionários quanto seus filhos a participarem. “Esta ação da empresa aconteceu em novembro, do ano passado, e os cinco ganhadores vão utilizar o prêmio, agora em janeiro”, destacou Karen Lima, assistente de RH da P&G, em Manaus.
Como economizar
Nas férias dos pequenos, uma das maiores preocupações dos pais é o gasto com materiais escolares. A exploração por parte de algumas escolas fez a presidente Dilma Rousseff sancionar a lei 12.886/2013, que proíbe as instituições de incluir nas listas materiais de uso coletivo, ou seja, aqueles que não são de uso individual do aluno. Assim, fica proibido pedir papel higiênico, álcool, flanela e outros produtos administrativos, de consumo, de limpeza e higiene pessoal.
Patrícia Lages, especialista em finanças e autora do livro: Virada Financeira, publicado pelo selo Vida Melhor da editora Thomas Nelson Brasil, elaborou algumas dicas para economizar nas compras. Confira a seguir:
1. Não comprar a lista do ano de uma só vez: é importante verificar na escola quais materiais o aluno usará no primeiro bimestre e focar na compra destes. Passada a correria da compra de materiais, a tendência é que os preços baixem. Não é legal comprar tudo de uma vez e parcelar o pagamento. O segredo está em fazer exatamente o contrário: comprar aos poucos e à vista
2. Cuidado com formatos ‘moderninhos’ ou personagens: eles encarecem demais os preços de produtos que têm a mesma finalidade. É possível, por exemplo, encontrar um caderno capa dura de 96 folhas com um personagem por R$ 22,90 e outro idêntico, mas sem o personagem, por R$ 5,70. São mais de 400% de aumento quando vem com o personagem na capa!
3. Levar o filho às compras: muitas mães optam por deixar os filhos em casa na hora de comprar o material escolar para evitarem a choradeira ou os pedidos de coisas caras. Mas o ideal é aproveitar esse momento para ensiná-los que economia e boa gestão financeira significam fazer boas escolhas. Não é deixar de comprar ou passar necessidade, mas saber o que é possível comprar e o que não vale à pena (mesmo que se possa comprar).
4. Reaproveite tudo o que for possível: comprar uma caixa de lápis de cor nova só porque mudou o ano não tem sentido. Dar uma mochila nova, quando a do ano passado ainda está ótima, também não. As escolas não podem exigir produtos novos.
5. Meritocracia: que tal condicionar o material novo às boas notas? Isso pode ser um incentivo para que os filhos estudem e saibam que, para ter algo, não basta pedir, mas é necessário fazer algo.
6. Uniforme escolar: o ideal é comprar só o que os filhos vão realmente usar, otimizando o uso. Por exemplo, em vez de comprar a camiseta de verão e a de inverno (com o emblema da escola), compre apenas a de manga curta e, nos dias frios, coloque uma normal por baixo.
7. Taxas extras: não é permitido que a escola cobre nenhuma taxa extra para material a ser comprado. Todos os materiais devem estar presentes na lista e qualquer taxa extra é ilegal.







