Preço da gasolina cai e chega a R$ 3,39

Em: 13 de maio de 2016

Pesquisa aponta valores caindo, sendo considerados os mais baixos do ano

Em Manaus, o consumidor já consegue encontrar melhores opções nos preços de combustíveis, segundo o último levantamento do Procon-AM (Secretaria Executiva de Proteção e Orientação ao Consumidor). A pesquisa aponta que os valores nos postos de combustíveis vêm caindo, sendo considerado até agora, o mais barato neste ano. De acordo com os dados, o valor do litro da gasolina varia entre R$ 3,39 e R$ 3,95. O levantamento semanal foi realizado em 59 postos da capital no último dia 5 do mês.
Foram avaliados os preços da gasolina comum, gasolina aditivada, etanol hidratado, óleo diesel comum (não aditivado) e óleo diesel S10 (aditivado). De acordo com o levantamento, o preço da gasolina comum mais baixo foi de R$ 3,39 em vários postos, entre eles o Mucuripe, localizado na av. Rodrigo Otávio, bairro Japiim. O posto também vende o diesel comum com preço baixo, a R$ 2,92 o litro.
Conforme a pesquisa, o preço mais baixo da gasolina no mercado é de R$ 3,95. O menor preço do etanol praticado na capital é de R$3,25, no posto São Jorge, situado na av. Silves. Já o diesel S10 é vendido a R$ 2,99 no Posto Gaspetro, na avenida Autaz Mirim, no Tancredo Neves.
De acordo com a Secretária executiva do Procon, Rosely de Assis Fernandes, a pesquisa visa incentivar a promoção da livre concorrência e coibir as práticas de infrações nos preços dos combustíveis. “O intuito é acompanhar o comportamento dos preços praticados na capital. Assim a concorrência fica acirrada, os preços caem e os consumidores consegue melhores opções de compra “, avaliou. Para ela, os preços estão diferenciados e a tendência é que continuem caindo.
Rosely atribui a queda nos preços ao aplicativo do órgão, disponível para o sistema IOS e Android desde março do ano passado. “Com o app estamos fornecendo na palma da mão do consumidor uma forma rápida e cômoda de compra mais barata, além de informar o posto mais próximo. A ideia é que todos baixem o aplicativo em seu celular”, recomendou.
O empresário Geraldo Dantas, proprietário de dois postos Ipiranga, em Manaus, diz que a queda do consumo de combustíveis ficou entre 15% e 20% no primeiro quadrimestre deste ano em comparação com o mesmo período em 2015. Ele aponta o aumento do desemprego como um dos fatores responsáveis pela diminuição no consumo. “O consumidor está com receio de gastar e prefere economizar e, isso reflete na pouca procura do combustível”, avaliou.
O preço adotado hoje nas bombas dos postos é de R$ 3,95 para a gasolina comum e R$ 3,25 o diesel. O empresário argumentou que não consegue adotar valores menores, devido à falta de desconto da distribuidora do produto. “Não me dão nenhum desconto ou facilidade para repassar ao consumidor. Além disso, ainda existem despesas que não podem ser cortadas, como a energia elétrica, água, IPTU e ICMS”, afirmou.
Já o gerente geral dos Postos Mucuripe, Thiago Lorenzoni diz que consegue manter os menores valores do mercado devido ao método de trabalho da rede.
“Com o custo reduzido do combustível conseguimos manter os valores mais baratos e a margem de lucro. O nosso grupo continuará trabalhando com o foco da venda em quantidade, oferecendo produtos de qualidade a menor preço do mercado”, ressaltou.
Ele informa que o grupo é bandeira branca e considerada suave a queda das vendas do grupo.
Outro diferencial da rede é não utilizar cartões de crédito em seus postos, segundo o gerente geral. “Para o consumidor é vantajoso, mas para o dono do empreendimento não. Isso porque chega a levar até 50% da renda por conta das taxas”, afirmou Lorenzoni.
De acordo com o presidente do Sindicam (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Amazonas) Luiz Felipe Moura, o mercado é livre para prática de preços distintos. “Os donos de postos colocam o valor que remunere o capital investido”, comentou.
Moura também enumerou uma lista de fiscalizações que a categoria é submetida, dentre elas, ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Ipem-AM (Instituto de peso e medidas), Secretaria da Fazenda e Ministério Público. “Elas são importantes para que nós atendamos a comunidade com presteza e qualidade”, avaliou o presidente, ao destacar que a fiscalização mais rigorosa é da própria sociedade.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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