Na busca de entender como as pessoas estão utilizando as novas tecnologias em suas vidas e ainda tirar proveito do meio digital e das ferramentas para influenciar o consumidor e, claro, vender mais, é o principal objetivo do marketing digital. Segundo especialistas já há uma certeza: cada vez mais as compras serão influenciadas pelos meios digitais. Quem ainda vai esperar para atualizar as ferramentas de gestão e se encaixar nessa realidade, está fadado a ficar para trás no mercado de oportunidade. A conscientização do investimento no ambiente digital tem crescido com enormes possibilidades de potencializar grandes e pequenos negócios, afirma quem é do ramo.
De acordo com o professor de marketing no curso de Administração da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), Afrânio Soares Filho, o marketing digital são as estratégias, táticas e ações de marketing desenvolvidas no ambiente digital. Considerando como ambiente digital os sites, blogs, redes sociais dentre outras. “Em minha opinião, tende a crescer na medida em que avança o uso de ferramentas digitais para comércio ou comunicação”, explica.
Segundo Soares, a maioria das empresas públicas, privadas ou sem fins lucrativos, já entendeu que precisa estar neste ambiente digital. No entanto, o maior desafio é entender os diversos perfis do público usuário das redes sociais. “Da mesma forma que no marketing tradicional, o comportamento de consumo é complexo e variável. Contudo o que mais se vê são sites institucionais com pouca ou nenhuma interatividade com os clientes ou usuário”, observou.
Agora com olhar voltado para o empreendedorismo, Soares que também é diretor-presidente da Action Pesquisa, em Manaus, acredita que em dez anos a evolução tecnológica chegará a patamares ainda mais atrativos para o mundo dos negócios. “Em cerca de uma década este ambiente estará muito mais desenvolvido. Pelo menos é o que apontam as tendências mundiais”, informou. Na visão do empresário, publicitário, escritor e pesquisador, Durango Duarte, o marketing digital é o conjunto de ações estratégicas aplicadas nos meios digitais. Onde o maior destaque são as plataformas mobiles utilizadas, principalmente, pelas gerações Y e Z, que são mais conectadas e ligadas em novidades e tecnologias. “O que me permite concluir, que este é o público mais ativo no meio digital”, disse. Ele cita os blogs, sites especializados ou qualquer endereço que possa ser acessado através de um navegador, ou ainda qualquer dispositivo conectado a internet, além das populares redes sociais. “Sendo o Facebook Ads a principal plataforma de anúncios digitais do momento”, completou. Para Durango, o desafio é diuturno para acompanhar o ritmo imposto desde a Era da Globalização que torna a sociedade atual uma espécie de “máquina sem freio” de novas plataformas, tecnologias e informação. “Diariamente as inúmeras ferramentas que temos à disposição são atualizadas, oferecendo algo inédito, o que impossibilita que dominemos efetivamente aquela plataforma. E esse tem sido o maior desafio. As estatísticas mostram um novo comportamento”, destacou. Para ele, o hábito de atualizar as redes sociais passa a ser o centro de informações instantâneas. O que permite a ampliação dos recursos nas estratégias planejadas para o meio digital.
Algumas plataformas úteis para a definição de estratégias nos meios digitais:
A Rede de busca Google é o mais popular no Brasil, Bing e Yahoo também merecem atenção na hora de traçar sua estratégia de marketing, constituem-se como as principais plataformas de comunicação e marketing utilizadas pelos especialistas.
Técnicas de SEO, análise de dados utilizando o Google Analytics, anúncios em plataformas digitais, como o Google AdWords que oferece possibilidades de anúncios em rede de busca, rede de display e YouTube. O Facebook Ads para as redes sociais Facebook e Instagram, Twitter Ads para o Twitter. Ou ainda, parcerias com influenciadores digitais. Dicas do empresário do ramo publicitário, Durango Duarte.
O diretor de publicidade da Varanda Publicidade & Live Marketing, Rodrigo Motta, além de definir o conceito do Marketing Digital com uma visão prática de quem está no dia a dia de uma agência, ele alerta sobre o desafio de se manter no mercado diante da infinita quantidade de propaganda e as diferentes reações do mesmo público quando está no meio online ou off-line. “O conceito é estar on-demand, ou seja, estar onde seu público está um pouco e sempre.
A regra é clara: quem não é visto, não é lembrado”, disse. Motta ainda dá dicas de como se adaptar a essa nova realidade de mercado, por exemplo, investindo na ampliação da sede da agência em Manaus. Assim, duplicando o espaço físico do negócio para separar cada um dos meios, mas ao mesmo tempo ficarem próximos, de forma que tenham sua liberdade de criação, com foco no cliente. Fique por dentro nesta breve entrevista exclusiva:
Jornal do Commercio: Qual o principal conceito do Marketing Digital e o público alvo?
Rodrigo Motta: É um novo modelo de negócio que usa a internet e todas as ferramentas ligadas à WEB para criar ações promocionais, estreitar relacionamentos com clientes, trabalhar criação e posicionamento de marcas ou pessoas. Tem como público alvo todas as pessoas que estão ligadas à “grande rede”, seja através de computador, smartphone, tablet ou TVs smarts.
JC: Qual o desafio dos novos tempos com as mudanças constantes nas plataformas para o marketing?
RM: O principal desafio é que, além de se adaptar, as empresas precisam entender o perfil de cada uma dessas plataformas. Para entender melhor, basta perguntar na redação ou em um bate-papo em uma mesa de bar quem usa o Instagram, quem usa Facebook e quem usa o Snapchat? Você verá que dificilmente as respostas coincidem, isso porque cada plataforma tem um perfil de público diferente e, mesmo que coincida, iremos constatar que a utilização é diferente de uma pessoa para outra. Aí o desafio só aumenta.
Imagine que, diante de tanta propaganda, esse público não reage da mesma forma que no meio off-line (TV, rádio, mobiliário urbano, etc.). A pessoa, de uma forma mais rápida que usando um controle remoto, pode simplesmente clicar e excluir sua campanha. Quer dizer, não estar preparado para isso é simplesmente jogar o dinheiro do cliente fora. Daí a necessidade das agências estarem preparadas.
No nosso caso, por exemplo, a equipe de arte e criação é de maioria jovem, mesmo assim, não podemos achar que isso seja o suficiente. Não basta estar dentro do mesmo perfil de público, precisa entender como falar com esse público, traduzindo para uma linguagem mais próxima, acessível e atraente. E isso demanda estudo contínuo desses perfis que estão em constante transformação também. Por isso temos pessoas que só pensam online e pessoas que só pensam off-line.
A Varanda Publicidade & Live Marketing, está, inclusive, se adaptando fisicamente pra facilitar isso ainda mais. Uma reforma na sede da agência em Manaus está duplicando a área construída para quase 400m², criando espaços físicos separados para cada um dos meios, mas ao mesmo tempo próximos, de forma que tenham sua liberdade de criação mas em condições de se manterem no mesmo caminho preconizado pelo cliente. Todos discutem juntos o ponto em que querem chegar, mas cada equipe (on e off) trabalha o melhor caminho para chegar a esse ponto.
JC: Hoje em dia como está esse universo do Marketing Digital em relação às estratégias diferenciadas?
RM: Ilimitado! Porém, com mais regras do que o universo off-line. É preciso ser mais assertivo que nunca e numa fração de segundos, antes que a pessoa dê um click e descarte sua campanha. Se, em um mundo off-line, o ano tem 12 meses, no mundo digital, o mesmo efeito se sente em apenas dois meses. Para criar estratégias é preciso muito mais do que apenas ter experiência de heavy user (o uso direto, intenso, da internet), é preciso entender muito bem cada uma das ferramentas, das possibilidades, do impacto de cada uma delas, bem como o perfil do público e suas variações. Só com isso conseguimos dizer qual campanha vai funcionar melhor em qual meio (twitter, Face, Insta, Snap, etc).
Como forma de cercar cada vez mais o target (o público), tem situação em que é preciso usar mais de uma estratégia, focando os dois meios (off-line e online), seja continuando ou iniciando uma campanha. Por exemplo, publicar um VT de 60″ na TV aberta hoje é muito caro, haja visto que com uma veiculação apenas não vamos conseguir atingir o resultado esperado. Essa característica faz com que seja necessário um budget (verba) muito grande para manter uma campanha no ar por um período que renda o efeito esperado.
No entanto, se formos aplicar isso no meio online, conseguimos aproveitar, dessa mesma gravação, o making off, a edição de 5″ para adwords, com uma veiculação muito mais barata que no off-line. Mas veja, isso não quer dizer que uma ação substitui a outra, absolutamente! É muito arriscado achar que uma marca se fará apenas no mundo online, ainda mais quando ela vende produtos e se relaciona também de forma off-line.
Entenda, o conceito é estar on-demand, ou seja, estar onde seu público está um pouco e sempre. A regra é clara: quem não é visto, não é lembrado. Bons exemplos são os sites de vendas de passagens aéreas. Eles são meramente online, no entanto, sempre se vê anúncios dos produtos na TV ou rádio. (Trivago, Decolar, OLX)







