Até há alguns anos, pouquíssimas pessoas se interessavam em fazer turismo no interior do Amazonas, afinal de contas, o que mais se encontraria em qualquer uma das cidades do interior que não fosse floresta e rios? Mas as coisas mudaram e hoje cidades que talvez você nunca tenha ouvido falar, possuem belas pousadas que possibilitam aos seus hóspedes horas, dias (depende do bolso de cada um) de momentos de descanso, lazer e aventura (depende do que o hóspede desejar), em regiões paradisíacas da Amazônia.
O Paraíso D’Ângelo, em Manacapuru, é um hotel fazenda com 130 hectares de área, existente há 26 anos nos arredores da cidade. Às margens do Miriti, o hotel é resultado do empreendedorismo de João D’Angelo, proprietário do hotel. “Sempre acreditei no potencial turístico de Manacapuru, mas nunca vi nenhum dos prefeitos se interessar em desenvolver esse segmento, então meti a cara e construí o hotel”, contou.
No começo não foi fácil manter o Paraíso. “O principal complicador era a travessia de balsa de Manaus até Iranduba, e depois pegar a estrada para chegar aqui. Por isso, durante anos, lutei pela construção da ponte sobre o rio Negro. Com a inauguração da ponte a frequência ao hotel melhorou bastante”, assegurou. “O problema, agora, é que está vindo muita gente, mas de forma desordenada. As pessoas não ligam antes, ainda em Manaus, para fazer reserva, e quando chegam aqui, o hotel está lotado, mas tem dias que ele está com vagas sobrando”, disse.
As instalações do Paraíso são espalhadas ao longo da fazenda. A recepção fica junto ao restaurante e próxima à lanchonete. Mais adiante está o flutuante, utilizado para a pesca nas águas do Miriti. Nessa mesma área ficam 16 chalés. Os apartamentos, 14 no total, estão num local mais afastado, construídos num belo prédio, junto ao rio.Todos os apartamentos e chalés possuem ar-condicionado, TV a cabo e Wi-Fi. A partir do hotel o hóspede pode realizar passeios a bordo de canoas motorizadas e conhecer as comunidades próximas. “Iniciei o plantio de fruteiras e agora iremos criar carneiros, porcos e galinhas. Meu próximo projeto é ter um ônibus em Manaus para trazer visitantes até o hotel” adiantou.
Vista para Anavilhanas
De Manacapuru, numa viagem de mais ou menos duas horas, se chega à cidade de Novo Airão, uma das mais turísticas do Amazonas pela localização privilegiada, bem em frente a Anavilhanas, o maior arquipélago fluvial do planeta, na cheia do rio Negro uma região de igapós; na vazante, com praias a se perder de vista.A cidade possui várias boas pousadas, mas entre as melhores está a Pousada Bela Vista que, como o nome já diz, localizada no alto de uma encosta, proporciona uma bela vista do rio Negro e de algumas das mais de 300 ilhas do arquipélago.A pousada é rústica, praticamente toda construída em madeira. O alemão Claus e sua esposa brasileira Meire, proprietários da Bela Vista, contaram que a rotatividade de hóspedes no estabelecimento é muito grande. “Sempre tem gente de Manaus, mas principalmente da Europa. Muitos dos nossos hóspedes de Manaus nunca ouviram falar da pousada, mas por causa das redes sociais, os turistas da Europa a conhecem bem, e vêm aqui vê-la pessoalmente e o que oferecemos”, riu. A Bela Vista possui 22 apartamentos, os mais privilegiados com vista para o rio. Para quem quiser ficar apenas descansando, a pousada possui piscina, redário, mini academia e playground para as crianças. O restaurante atende o café da manhã, almoço e jantar, regionais. Quem busca lazer e diversão pode alugar caiaques, pranchas de sup, wakeboat e bananaboat. “E temos os passeios ecológicos que podem durar de uma hora a vários dias. Aí depende do turista”, acrescentou.Este ano a Pousada Bela Vista ganhou, pelo terceiro ano consecutivo, o Certificado de Excelência, dado pela Trip Advisor.
Pousada comunitária com potencial pouco explorado
Atravessando a ponte Rio Negro, de volta, e rumando na direção da AM-010 (Manaus/Itacoatiara) podemos chegar ao município de Silves, a 207 km em linha reta de Manaus. A região do município também possui um alto potencial turístico, porém, praticamente inexplorado. Pra começar, a sede de Silves está localizada numa ilhota cercada pelos lagos Saracá e Sanabaní. Juntos eles formam o maior lago da Amazônia. A floresta, na região, ainda está pouco devastada e é cortada por inúmeros rios. Pra quem gosta de pescar, os lagos Saracá e Sanabani são ricos em várias espécies de peixes, mas destacam-se as piranhas. Aos menos seis espécies delas são facilmente fisgadas, até por pescadores principiantes.
Como base na ilha, a Pousada Aldeia dos Lagos, com 12 apartamentos distribuídos em duas fileiras de seis, localizados estrategicamente na área mais verde de Silves, cercada por árvores. A pousada foi financiada pela WWF e é ecológica e comunitária, gerenciada pela Aspac (Associação de Silves pela Preservação Ambiental e Cultural). “Não temos funcionários. Quando recebemos hóspedes, os associados se revezam na recepção, cozinha, arrumação e limpeza dos quartos, guias e o que for necessário”, explicou Vicente Neves, gerente da pousada.
Na Aldeia dos Lagos, construída numa encosta da ilha, o hóspede tem uma infinidade de passeios desde a pesca, a ida às praias, subida dos rios e visita às comunidades. “Também desenvolvemos vários projetos ecológicos como a exploração racional da pesca nos rios da região e cultura de frutas nativas”, completou.
O QUE? Paraíso D’Angelo
INFORMAÇÕES: (92) 9 9135-2870
O QUE? Pousada Bela Vista
INFORMAÇÕES: (92) 9 9119-1564
O QUE? Pousada Aldeia dos Lagos
INFORMAÇÕES: (92) 9 9447-2617







