Mercado de seguros deve fechar o ano de 2016 em alta

Em: 11 de janeiro de 2017
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Sindicato dos Corretores de Seguros do Amazonas e Roraima espera acréscimo no mercado de 1% no fechamento anual de 2016.

O mercado de seguros nacional registrou, de janeiro a novembro/2016, um crescimento de 8,2% comparado com o mesmo período do ano anterior. Este resultado representa um volume de arrecadação de R$210,6 bilhões. A expectativa é de fechamento do ano de 2016 em torno de 9%. Para 2017, a estimativa é de crescimento consolidado entre 9% e 11%. Quanto ao mercado de seguros do Amazonas, em particular, apresenta uma queda de -1%, de janeiro a novembro/2016, com um volume arrecadado de R$478 milhões.

Passado
Em 2015, as possibilidades de ganho eram bastantes atrativas, mesmo no cenário de crise, devido à força econômica do setor. Neste ano, o mercado faturou R$ 218,7 bilhões, aumento nominal de 10,1% na comparação com 2014, segundo o último balanço da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Opinião
Atualmente, de acordo com o Presidente do Sincor AM/RR (Sindicato dos Corretores de Seguros do Amazonas e Roraima), Jair Fernandes, o mercado de seguros de Manaus tem em torno de 800 corretores, entre pessoa física e jurídica.

E para ele, a expectativa de fechamento do mercado em 2016 seja positivo, em torno de 1%.
Corretor de seguros há 16 anos, Fernandes explica que hoje, o mercado de seguros em Manaus sofre as consequências da situação econômica do país, porém está conseguindo reagir devido à diversidade dos produtos e também pela procura por ramos que outrora pouco era comercializado. “Dessa forma a crise acabou despertando o interesse das pessoas para os seguros fiança, garantia, responsabilidade civil, viagem e de vida, bem como pelos planos de previdência como: Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)

E sobre o ganho financeiro de um Corretor de Seguros, Fernandes ressalta, ser difícil de mensurar, devido o corretor ou consultor depender basicamente da sua atuação profissional, estrutura e investimentos em pessoal e tecnológicos. “No entanto o mercado tem aqueles que atuam sozinhos comercializando um ou dois ramos e que, por isso, o seu ganho pode ser mais limitado. Porém, ha aqueles que atuam em vários segmentos proporcionando ganhos milionários”, afirma o presidente.
Com relação aos seguros mais vendidos, Fernandes afirma que é o de automóvel o mais procurado. “Embora venha sofrendo queda na produção, mas ainda é o ramo mais comercializado. Temos, dentre outros, o seguro de vida, residencial e também o plano de previdência VGBL”, finaliza o presidente.

O que dizem os profissionais:
Para consultor de seguros, Agnaldo Cesar, que trabalha na empresa Acapu Seguros há 20 anos, o produto que está mais crescendo no mercado é o seguro de Responsabilidade Civil. “Principalmente para os médicos, advogados e contadores. A demanda é muito grande, pois este produto lhes garante as consequências pecuniárias da responsabilidade, em consequência de danos causados a outrem e provocados pelo próprio segurado. Além de por pessoas por quem ele é responsável ou por animais ou bens que têm à sua guarda”, explica Agnaldo.

Mesmo com anos de profissão, Cesar explica que apenas há um mês se formou no curso de Corretor oferecido pela Escola Nacional de Seguros. “O curso são divididos em fases. Um deles, que acontece no primeiro semestre, os professores aprofundam nos seguros de Vida, Previdência e Capitalização. E na segunda fase, sobre seguro de Ramos Elementares. Este tem por objetivo proteger o patrimônio do segurado como sua residência, empresa, escritório, barco, hospital/clínica, seus equipamentos e outros. Garantindo até as importâncias indicadas na apólice, uma indenização pelos prejuízos diretamente resultantes da ocorrência dos riscos cobertos”, explica o consultor.

Para ser um bom vendedor de seguros, Cesar afirma que o corretor ou consultor inicial precisa está apto para vender todos os tipos de produtos como: seguro de vida, previdência, empresarial, automóvel, saúde e até responsabilidade Civil. “Hoje, para se abrir uma corretora de seguros, é preciso ser um corretor oficial, ou seja, é preciso ter o curso de corretagem pela Escola Nacional de Seguros”.

Curso de seguros

Para quem busca uma área de atuação promissora – mas com independência -, a Escola Nacional de Seguros está com inscrições abertas, em 62 localidades, para o Curso de Capitalização, o primeiro da grade de formação completa do Programa para Habilitação de Corretores de Seguros.
O interesse pelo programa tem crescido: em termos de Brasil, na comparação entre 2016 e 2015, houve incremento de 24% no número de novos alunos no Curso de Capitalização. Em Manaus, o crescimento foi de 45%.

Matrículas podem ser feitas em http://www.funenseg.org.br/sercorretor/, com valores que variam segundo a localidade.

Os requisitos para trabalhar como corretor de seguros incluem formação específica, além do domínio de matemática financeira, conhecimentos de regulação, entre outros, dependendo do produto. “O curso foi importante, porque você aprende tópicos essenciais sobre a operação, com o devido embasamento, o que você não tem na prática, por mais que já conheça e ganhe experiência na área”, explica Fabrício Batista Generoso, 28 anos, que se formou corretor em julho do ano passado e hoje tem uma corretora própria, em Belo Horizonte.

A envergadura setorial diante do panorama econômico adverso explica, em parte, o crescimento da procura pelo Programa para Habilitação de Corretores de Seguros. Além dos ramos tradicionais – como autos, vida e previdência -, novas modalidades de seguros se firmaram nos últimos anos. “Fiz vários cursos técnicos e estou concluindo o MBA Gestão de Seguros e Resseguro. Tem um segmento muito importante no qual quero me qualificar também, que é Saúde Suplementar”, conta a engenheira Monique Nascimento dos Prazeres, 42 anos, que resolveu investir na área porque buscava estabilidade financeira e liberdade.

Ao longo de 45 anos, a Escola Nacional de Seguros, atualmente presidida por Robert Bittar, já realizou mais de 470 mil atendimentos – a pessoas interessadas em cursos, eventos, formação superior e outros serviços – e concedeu mais de 130 mil certificados para corretores. Com sede no Rio de Janeiro (RJ) e unidades em mais 12 cidades, a Instituição também tem atuação presencial em outras 99 localidades por meio de parcerias e chega a qualquer parte do território nacional via Escola Virtual, promovendo, ao todo, mais de 70 mil atendimentos por ano.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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