Quem imaginaria o crescimento que teve o supermercado durante os últimos tempos? A exposição dos produtos evoluiu com o aperfeiçoamento do merchandising. Realizar estudos acerca do consumo e aplicá-los de forma efetiva se tornou uma condição sine qua non. Equipamentos sofisticados foram introduzidos no cotidiano das lojas, ampliando a velocidade com que transitam as informações. Porém, o que faz tudo funcionar ainda é o homem. Será que o profissional supermercadista tem noção da sua importância?
Ainda é comum ouvir de certas pessoas que aguardam outras oportunidades de emprego, e que, portanto, se encontram em período de transição no supermercado. Elas dificilmente vestem a camisa do comprometimento porque não enxergam a real dimensão e, em alguns casos, menosprezam o seu local de trabalho. Embora mudar seja um direito irrevogável (nunca desista de encontrar o seu lugar no mundo), o que se discute aqui é a qualidade com que se processa tal idéia (ou ilusão). Com maior ou menor consciência acerca da questão. Isto é, se a mudança é, de fato, um bem ou um tormento. Tal fato se comprova nas declarações posteriores ou no pedido de reingresso ao mesmo supermercado, cuja alegação torna-se um desabafo: Eu era feliz e não sabia!
Outro bom exemplo é o grande número de oportunidades que surgem cotidianamente. Pesquisas atuais sobre gestão de pessoas e, notadamente referentes à motivação, indicam o reconhecimento como o item mais desejado. Ora, a promoção a um cargo (e a sua compatível responsabilidade) atesta indiscutivelmente tal percepção por meio da valorização estabelecida. É um prato cheio para quem tem fome de crescimento e sucesso. Vê-se muita ascensão desde o empacotamento até a gerência.
Todavia, apesar de vários profissionais terem identificado claramente a relevância de se trabalhar no setor, deve-se considerar um aspecto essencial: a carreira. É, pois, justamente, em razão das transformações ocorridas e de sua evolução e complexidade resultantes que, o aprimoramento do capital humano é fundamental. Formar-se e se manter competente são o destaque de uma lista de requisitos a serem observados. O conhecimento deve ser a base que sustenta a carreira, seja ele técnico ou geral. Como é possível agir estratégica e produtivamente se a limitação imposta pelo orgulho ou acomodação teima em permanecer em um cenário tão dinâmico quanto o do supermercado? (Foi-se o tempo dos cotovelos escorados no balcão.)
É fundamental conhecer bem a sua loja, além de tomar contato com a concorrência, e, sobretudo, como pensa e age o cliente. Há também cursos específicos ministrados por entidades sérias. Então, invista em você. Não espere que lhe peçam ou que o mercado imponha. Faça.
Dê o passo na direção da sua lapidação e se transforme no raro brilhante que será bem avaliado e reconhecido na carreira empreendida. E, caso perceba a ausência de tal valorização, busque novas oportunidades. Alguém lhe abrirá uma nova porta certamente. A decisão é sua.
Armando Correa de Siqueira Neto é psicólogo e diretor da Self Consultoria em Gestão de Pessoas. É professor do curso de Administração da Faculdade São Francisco de Mogi Guaçu/SP e mestre em Liderança pela Unisa Business School. E-mail: [email protected]







