Aves e ovos regionais nos supermercados

Em: 12 de dezembro de 2017
Local está passando por uma adequação sanitária e deve atender a todos os criadores da Região Metropolitana de Manaus
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Local está passando por uma adequação sanitária e deve atender a todos os criadores da Região Metropolitana de Manaus

Entre os cinco maiores polos de criação de ave de postura do Brasil, a avicultura do Amazonas é considerada pela Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural) um setor em desenvolvimento. O Amazonas ocupa ainda a 28ª posição no ranking entre os Estados brasileiros que mais consomem carne de frango. Para suprir esse mercado, está previsto para iniciar a produção em fevereiro, do primeiro abatedouro de aves do Estado. Com tecnologia pioneira, o Abatedouro Miyamoto deve empregar inicialmente 20 trabalhadores de forma direta.

A produção do abatedouro trabalhará inicialmente em apenas um turno, processando 5 mil aves por dia. O secretário de Estado da Produção Rural, José Aparício dos Santos reforça que o aumento desse número pode ser proporcional aos turnos trabalhados. “A produção destinará aos supermercados, peitos, coxas e sobrecoxas; pés e asas, serão processados para a produção de linguiça de frango; e ainda há um projeto em estudo, em que as vísceras dos frangos poderão ser comercializadas para os criadores de jacarés”, explica o secretário.

O abatedouro conta com uma tecnologia pioneira no Estado, mas que segundo Santos, pode ser melhorada. “O empreendimento é razoavelmente estruturado, porém essa estruturação e organização poderia estar melhor”, afirma.

Dependendo da demanda, há a possibilidade de aumento da jornada de trabalho de 16h para 24h, explica o titular da Sepror. “Isso significa que haverá o aumento de empregos diretos proporcionalmente, pois sabemos que a jornada de cada profissional é de 8 horas por dia. E toda a produção do abatedouro irá disputar mercado com os produtos importados de outros Estados. Já sobre, exportação seria um assunto a ser pensado no futuro, dependendo do consumo interno”, salienta.

Entraves de mercado

Outra linha de produção do abatedouro trabalhará com ovos, um mercado que segundo Santos trava uma luta desleal contra o Mato Grosso. “Os preços dos ovos mato-grossenses são bem mais baixos, porque os insumos também são bem mais baratos, já que é um Estado apontado como o maior produtor de milho do Brasil”, reforça.

O secretário elenca a aquisição de ração diretamente com produtores de outros Estados, como um dos entraves para uma melhor inserção do produto amazonense no mercado.
“Essa maneira de comercialização, direta com o produtor, encarece muito o preço final do produto. Os insumos passam pelo Amazonas para exportação, pelo terminal graneleiro de Itacoatiara. Nada fica aqui, pois a legislação não permite. Por isso não podem ser consumidos no mercado interno”, aponta.
Como alento para o avicultor, o titular do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Blairo Maggi afirmou em dezembro, que a empresa Maggi, que opera no terminal graneleiro de Itacoatiara para exportações, deixará no Amazonas uma fração do que é levado para o exterior, apesar dos entraves alfandegários não permitirem que produtos destinados para o exterior sejam consumidos no mercado interno brasileiro.

O mesmo informou ainda, que um grupo de trabalho foi criado para encontrar a solução para esse problema. “Se não fosse essa dificuldade, a avicultura amazonense estaria num patamar superior”, disse o ministro.

Formalização de ambulantes

Sobre os ambulantes que atualmente compram aves e fazem o abate para vender de porta em porta em veículos utilitários, o secretário salienta que eles ainda poderão continuar com essa atividade, desde que consigam a formalização de suas empresas e principalmente o selo de autorização da Adaf (Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas). “Conseguindo isso, o abatedouro fornecerá os frangos já processados para que o trabalho desse ambulante continue. Mas a nossa produção também será voltada para mercados, supermercados e feiras de Manaus”, disse.

Onde

O abatedouro terá sua sede situada no quilômetro 38 da AM-010, rodovia que liga Manaus a Itacoatiara (AM). E para a sua atividade regular, o local está passando por uma adequação sanitária e deve atender a todos os criadores da RMM (Região Metropolitana de Manaus).

Faturamento

De acordo com o presidente da Associação Amazonense de Avicultura, Kunyá Takano, o faturamento da indústria de ovos no Amazonas gira em torno de R$ 250 milhões por ano. “Porém, os empresários alegam que o setor não é só importante fornecendo aves e ovos, mas ainda o esterco, para adubo de verduras e legumes. Uma vez que cada tonelada de adubo de galinha está sendo vendido no mercado por R$ 260”, afirma.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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