Reagir

Em: 27 de fevereiro de 2018
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Não vivemos num país de absoluta sujeição ao homem, nem de convicção de inferioridade. Vivemos onde há plena consciência do cumprimento da Carta Magna e da legislação infra-constitucional. Os pessimistas atuam em todas as frentes e agora voltam a bater no desemprego e na inflação de apenas 0,34% ocorrida em janeiro. Felizmente, os sentimentos positivos se fazem presentes, face ao crescimento da produção industrial e ao crédito que os banqueiros estão dando no que tange à possibilidade de o PIB crescer mais de 3% este ano. O Boletim Focus eleva para 2,8% a projeção do PIB para este ano. Mas o otimismo de todos decorre da efetiva retomada da credibilidade em vários segmentos da economia e da queda da inadimplência. Afinal, temos hoje uma geração mais forte de empregos formais que estão fomentando o processo produtivo das indústrias. A economia do País superara as incertezas, gerando uma confiança mais estável; perceptível em vários setores. Bom para todos. Contudo, o quadro político sempre instável, decorrente dos interesses pessoais, do rombo fiscal e da instabilidade provocada pela irresponsabilidade de quase todos, continua a ser uma incógnita indesejável pelo povo que dele se afasta a cada ato protagonizado pelos “cabeças” que ignoram o eleitor. Por isso, a relação de causalidade entre os governos e a classe produtiva é desastrosa, prevalecendo a revolta e a indignação. Porém, não custa relembrar que Dilma caira pelo conjunto da obra: desemprego, inflação, recessão, juros elevadíssimos e por ter praticado crime de responsabilidade. Hoje Temer, bem ou mal, eliminara a recessão e os juros caíram. É muito pouco, porém passaram-se apenas 21 meses. Cabe-nos ver a vida como ela é, sem os extremismos e os fanatismos, ou seja, dentro da nudez crua de uma realidade de muita tristeza onde a esperança não pode ser o único caminho.

Mas o que assistimos é uma série de pretensos candidatos se aproveitarem das fraquezas dos partidos e da falta de visão de outros pré-candidatos; quase todos dominados pelo oportunismo e pela omissão; onde nenhum deles se dignara revelar ao eleitor seus projetos para o bem da Nação. A quase sete meses da eleição não abordam os temas: geração de empregos, saúde, educação, com o objetivo de atacar as raízes dos problemas, mostrando-nos qual seu projeto para uma juventude desiludida e sem perspectivas de emprego como ocorre atualmente. Porém, vergonhosamente, estão os atuais representantes preocupados com as “negociações” que os partidos implementarão a partir de 7 de março, visando atrair novos deputados e assim terem uma bancada maior em 2019. Por isso, não vamos reeleger ninguém, dando-lhe um tapa na cara com nosso voto; mostrando a todos que 2018 é o ano da reação. Reagir contra as autoridades covardes que preferem dialogar com baderneiros à puni-los; protegendo-os em prejuízo do sagrado direito de ir e vir. Reagir contra um Judiciário que bem combate a corrupção mas que deseja manter privilégios obtidos que se encontram em descompasso com o próprio conteúdo de suas sentenças. Reagir contra todos que não enxergam a triste realidade em que vive o povo brasileiro, humilhado com frequência. Enfim, reagir para quando nossos netos pensarem em honestidade, justiça, ética, integridade, reputação ilibada e generosidade lembrem-se de NÓS.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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