Ignorar

Em: 5 de março de 2018
https://www.jcam.com.br/JOSE ALFREDO.jpg

Dizer que os criminosos se encontram dez anos à frente da polícia em matéria de tecnologia sofisticada afigura-se -nos algo já reconhecido pelos vários escalões das instituições envolvidas; mas afirmar que a batalha contra o tráfico de drogas nunca será vencida é mera ilação inconsequente. A bandidagem só interessa àqueles que nela possuem reduto eleitoral e seu extermínio está próximo com a participação do exército. Lamentável que a população do Rio de Janeiro, abandonada há anos por administrações vergonhosas, respirem agora um ar de esperança que decorre de uma intervenção implorada por todos. Contudo, em várias capitais onde não há segurança é porque não há polícia e não há polícia porque nem ela tem segurança. A essa situação que será enfrentada sem o sensacionalismo barato e dentro dos princípios que regem o bom comportamento e a severa aplicação das leis notadamente aos criminosos, traficantes, comparsas e seus chefes deve-se dar a devida credibilidade e torcer para que idênticas medidas se façam presentes em vários estados. A espinhosa tarefa a ser cumprida não será operação de marketing e levará em conta que a grande preocupação de todos NÓS sempre fora a segurança pública relegada por governadores estaduais que sempre buscaram outros objetivos, ignorando as necessidades de seu povo. Nunca o País tivera uma população carcerária tão elevada, fruto do descaso e da própria incúria de seus ex-governadores. Com trabalho sério a Nação será outra até porque o restabelecimento dos direitos e da liberdade do povo resultará na preservação da ordem como fator essencial da garantia de ir e vir.

Porém, o momento não é de comemoração, muito menos de veiculação do ato como peça publicitária, mas de retorno à seriedade, à competência e ao amor à Pátria, sem ideologismo ou falácias próprias dos oportunistas, muitos dos quais ignoram o atual quadro de descalabro total. Tanto isto é verdade, que Temer acabara de se reunir com todos os governadores para tratar da concessão de verbas para serem aplicadas na segurança pública. Por isso, devemos repugnar aqueles que combatem a medida adotada como se a mesma tivesse sido “truculenta” ou “manu militari”.

Se há mazelas no regime democrático estas foram fruto da ilicitude perpetrada pelos corruptos, sejam empresários, sejam políticos. Se Temer será ou não candidato é para NÓS “res inter alios”. O importante é o enfrentamento do “caos” na segurança pública, a diminuição dos homicídios e latrocínios; bem como o retorno à Paz que todos NÓS almejamos. Não há progresso sem segurança porque aquele depende de investimentos e somente estes geram o crescimento de um parque industrial que é a base da geração de empregos. Aliados a estes aspectos é indissolúvel a relação entre crescimento e combate à corrupção, à desigualdade e à insegurança do ser humano.

Enquanto o governo federal, bem ou mal, se preocupa com o andar da carruagem, “uma parcela do Judiciário parece alheia aos ventos de mudança que passaram a soprar no País” conforme ESTADÃO. Verifica-se o clamor de todos NÓS pela efetiva moralidade seja no Congresso, no Senado e nas esferas de todos os poderes, em face do que falar em greve ou paralisação para incorporar “penduricalhos” ou tentar manter auxílio moradia “ad aeternitatum” parece-nos ignorar a triste realidade do povo humilde e desempregado. Para a OAB/DF “o Juiz é a personificação do Poder Judiciário e um Poder da República não pode parar”. Além dos transtornos que causará aos jurisdicionados, será uma afronta à maior parte dos trabalhadores que não possuem teto, nem recebem auxílio moradia; destacando-se que os tributos que todos NÓS pagamos financiam o próprio Estado. Neste aspecto, parabenizamos a AMAZON por não aderir à greve que os Juízes Federais pretendem realizar. O trabalhador brasileiro não pode ser humilhado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar