O otimismo vem sendo posto à prova

Em: 4 de maio de 2018

Ele empurrou a xícara, baixou a cabeça e respirou fundo…
Por algumas vezes temos sentimentos que deveríamos ser melhores, fazer melhor, ser mais produtivo, mais consciente, duvidamos de nós mesmos quando temos que falar em um grupo ou em público, e sentimos que não somos bons o bastante para realizar tal atividade, estamos infelizes com alguns aspectos de nós mesmos, com nossos corpos, a aparência do nosso rosto, o modo como procrastinamos ou como ficamos com raiva ou perdemos a paciência com parceiros ou pais. Indiscutivelmente…achamos que precisamos melhorar.

Este tipo de sentimento mostra um nível de desencanto pessoal causado pela frustração de não cumprir com alguns dos seus desejos ou não alcançar os nossos anseios.
Algumas pessoas costumam afirmar que somente somos impulsionados a buscar o novo mediante o sentimento da estagnação. Que o descontentamento nos levaria a olhar a diante, e almejar aquilo que ainda não possuímos. Mas quando alcançamos, ou conquistamos, a insatisfação cessa? Nos damos por satisfeitos e plenos, então seguimos a vida com pernas para o ar? Enfim, nossa grama coloriu como a do vizinho?

Percebo, então, que se põe à nossa frente uma grande oportunidade de auto-observação, momento este, que deixar passar ou se acumular a tantos outros, seria desperdiçar a chance de crescimento e desenvolvimento que bate à nossa porta, ansiosa para ser aberta, que por sua vez está resplandecendo como um arco-íris e o seu baú de tesouros. Seria este um momento de aliança a ser feita conosco?
Momento de perceber, observar como se comporta, como reage, como se sente frente as mais duras palavras, as mais duras injustiças, como esse sentimento é interiorizado e então fazer contato com a ira, com a dor, com a inveja, com o excesso de mesmice que insiste permanecer, fazer contato será libertador. Podemos até dizer, que um dos maiores atos de amor, por si e pelo outro.

Chegado então o momento de deixar de fazer “tudo que eu posso” para “fazer o meu melhor”. Afinal, a armadilha da insatisfação por completo, paralisa o ser humano e fazer o meu melhor com a estrutura que tenho, agora, já é um excelente caminhar. Einstein já disse “tolice é fazer as coisas do mesmo jeito e esperar resultados diferentes”. Precisamos estar insatisfeitos com nós mesmos para fazer melhorias em nossas vidas?

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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